A Flauta do Lago

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Mar 6, 2018
A raça humana finalmente foi extinta. E substituída por uma raça ainda mais defeituosa. Antônio, um menino negrumano de 12 anos, fica órfão de pai, mãe e da cidade inteira em uma única noite. Quando se encontra prestes a tirar a própria vida, uma deusa lhe apresenta uma coisa tirada da humanidade para que a negrumanidade não herdasse: a música. O garoto perceberá que pode muito mais do que imagina. E que cada passo conta quando se tem objetivos a seguir. Ou quando o mundo inteiro está em suas mãos. Neste conto, Alexandre de Almeida assume o pseudônimo "Daniel Feijó" para contar a história de um mundo perfeitamente possível e composto pelas criaturas mais inusitadas. E de sangue, é claro.
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Em Solurnia, uma cidade densamente povoada, William, um adolescente negro, criativo e sonhador, vive em um quarto caótico que reflete sua personalidade engenhosa. Ele acorda exausto, mas motivado pela Feira de Ciências, onde apresentará um detector de metais que construiu, um projeto que representa sua luta para ser reconhecido, especialmente pelo pai, Vinícius, um executivo distante da PetroVin, que desvaloriza seus esforços. Na manhã do evento, William enfrenta a indiferença do pai, que mal presta atenção ao seu projeto, aumentando sua insegurança. Sua mãe, Karin, oferece apoio emocional, mas não consegue preencher o vazio deixado pela rejeição paterna. Na escola, acompanhado pelo amigo Gael, um garoto bem-humorado, William enfrenta provocações racistas e zombarias de colegas, especialmente de Arthur, um aluno arrogante. Laura, uma colega perspicaz, intervém, diminuindo a tensão, mas a humilhação persiste. Durante a Feira de Ciências, o detector de William falha inicialmente, mas, quando ativado, emite um som estridente e causa um fenômeno estranho: o tempo parece parar, e William vê a figura misteriosa de um homem idoso, que já havia aparecido brevemente no ônibus. Apesar do incidente, o professor Cruz desclassifica o projeto, ridicularizando William. Desolado, ele retorna para casa com Gael, carregando o peso da decepção. Em casa, William ouve Vinícius criticando suas invenções, aprofundando sua dor. Exausto, ele se deita, enquanto o protótipo emite pulsos verdes na escuridão, sugerindo que há algo mais em sua criação. O episódio destaca a luta de William por validação, sua resiliência diante do preconceito e da indiferença, e os primeiros sinais de que seu projeto pode ter um potencial inesperado.

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