My Dear Hapiness

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Nov 13, 2016
Dear Hapiness, Talvez nenhuma carta, nem as palavras mais complexas e bonitas, nem as maiores dedicatórias, sejam capazes de explicar o porquê. O por que de eu nunca te receber bem, ou sempre te rejeitar. O por que de eu sempre preferir coisas tristes, profundas, depressivas, e nunca preferir você. Você, que é uma das coisas que o homem mais procura a vida inteira. Por gerações, milênios, décadas, nunca descobriram de fato como te ter, digamos, do jeito certo. Sempre te buscam como se você fosse a uma coisa essencial, que quase ninguém pode viver sem. Se você se importa, minha cara, eu gostaria de te pedir minhas sinceras desculpas. Por sempre te decepcionar, te rejeitar e ignorar. No fundo, eu sempre te quis, My Dear Hapiness.
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E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.

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