O cheiro do mar invadia o carro pela janela aberta, misturado ao som alto das músicas que todos cantavam - ou pelo menos tentavam. As malas estavam amontoadas no porta-malas, as mochilas jogadas no colo, e a animação era tanta que ninguém parecia se importar com o calor abafado ou as horas de viagem. Era oficial: as férias tinham começado, e a tão esperada viagem para a casa de praia finalmente estava acontecendo. A casa de praia surgiu à vista depois de uma curva: grande, com uma fachada branca desbotada pelo sol, janelas abertas e cheiro de liberdade. Era ali que tudo começaria. Amizades seriam testadas. Amores seriam declarados - ou destruídos. E, no final, o que restaria seria apenas a lembrança de um verão que ninguém jamais conseguiria esquecer. Eles ainda não sabiam, mas aquela maré que agora parecia calma logo se transformaria em uma tempestade.
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