Casos e Acasos de  Lúcia

Casos e Acasos de Lúcia

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Mar 21, 2017
Ela tinha um namorado. Mas não conseguia sentir absolutamente nada por ele. Sua personalidade era fofa. Sempre usando vestidos com babadinhos e lacinhos no cabelo, tinha acabado de completar seus 18 anos quando sorriu ao ver um garoto vestido com roupas pretas enquanto esperava o ônibus para voltar para casa. Ele não era do tipo emo ou roqueiro. Não parecia ser do tipo antissocial nem um drogado. Era apenas alguém que parecia ter pegado a primeira camisa preta que vira e a primeira calça desbotada. Usava chinelos. Na bolsa, bottons de bandas que ela gostava. Os cabelos negros e desgrenhados em um rosto com um nariz e queixos finos. Os olhos castanhos e afiados, a boca fina. Parecia avoado. Mas era a primeira vez que ela sentia seu coração bater tanto. Era a segunda vez que gostava assim de alguém.
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A vida de Bernardo Persson é o trabalho. Diretor do maior hospital de Albuquerque, ele é um médico super dedicado que vai até as últimas consequências para não perder um paciente. Tudo na sua vida seguia o curso rotineiro até o dia em que ele achou uma mulher gravemente ferida na rua de sua casa. Bernardo tem certeza que alguém tentou matá-la, mas a jovem não tem qualquer memória de si mesma ou do que aconteceu. Decidido a ajudá-la a se recuperar, o médico vai mudar o curso do destino e, no processo, do seu próprio coração. "Por que era tudo tão complicado? Passando o dedo pelos lábios eu quase conseguia sentir aquele beijo me possuindo novamente... era uma sensação quente que me despertava desejos intensos... mas ele sempre deixava tudo tão confuso, eu o amava, e algo em mim sabia que ele estava certo disso, mas e ele? O que ele sentia? Era sempre a mesma coisa, ele me queria perto mantendo distância. Estava me cansando daquilo, me machucava demais, cada dia mais desejava recuperar as lembranças e ir embora, mesmo que me perguntasse se conseguiria viver longe dele. É o lado complicado de gostar de alguém que não foi feito pra você, é como se você fosse um intruso na sua própria pele. O amor deveria doer daquela maneira? Depois de tanto tempo sem as minhas lembranças pensei que não poderia perder mais nada, e lá estava eu, me perdendo."

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