Dizem que alguns acontecimentos tem o poder de te mudar, de te arrancar de você mesmo e criar algo novo no lugar. Algo melhor, ou pior, depende. Bom, eu preciso fortemente discordar. As coisas não te mudam, elas te revelam. Algumas situações têm o poder de penetrar na sua epiderme, nos seus órgãos, nas suas células, e te tocar a alma. Elas te alcançam, lá, onde você se esconde, e arrancam todas as suas máscaras, uma por uma, até que só reste você. Então você se tornará você, como eu me tornei eu naquela noite.
Agradecimentos especiais: meus amigos Allan Echeverria, pela criação do perfil e Isabelly Toledo, pelas relações públicas.
"She is my prey, and the darkness is the cage I will bind her in."
Não estamos falando de um romance qualquer, e muito menos de fantasia. O que adianta conhecer um nome? Um nome é só um eco no vazio, um rastro deixado no tempo. Você realmente acredita que isso basta para gerar confiança? Para que se inicie um vínculo? Um vínculo não é tecido pela aparência, nem pelo que se ostenta nas superfícies. O que importa, no fim, é o que reside nas profundezas. Quem é você, de verdade? E mais, você sequer sabe quem é? Ou vive se escondendo atrás de uma máscara de conveniência, sem nunca encarar o abismo interior?
O que você é quando ninguém mais está olhando? A essência da sua alma não se revela nos rituais de convivência ou nas palavras vazias que você pronuncia. Ela emerge nas sombras do que você não se permite ver. Então me diga, quem você realmente é quando a máscara cai e você se encontra diante de sua própria escuridão? Será que você já encarou o espelho e se viu por completo, ou tem medo do que está refletido ali?
A verdade é cruel, e muitas vezes a verdade somos nós mesmos - nossos próprios monstros, os únicos que habitam nossas profundezas.