O Dia era claro, mas ainda sim meio escuro, tudo passava tão discretamente, que o horário não se encaixava com a realidade. Eu tenho medo das pessoas, com suas armas, e suas palavras...!
Palavras machucam muito, não pode usar elas atoa. Minha realidade era monótona, sem graça, mas isso estava preste a mudar, e eu nem tinha idéia. Eu era apenas um garoto diferente, que sempre na calada da noite pegava meu violão, sentava no meu telhado e tocava, minhas artes, que só eu conhecia.
No começo, eu achei que era apenas um déjà vu. Mas então veio aquela batida na porta. Sempre no mesmo horário. Sempre com a mesma voz do outro lado. Eu tentei fugir. Tentei mudar. Mas não importa o que eu faça... O tempo pode curar, mas eu jamais vou curar o tempo.