Amor § Mortal

Amor § Mortal

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jun 11, 2017
Sabe aquilo que todos temem? Aquilo que você sabe que vai acontecer e você não pode evitar? Sim, ela mesma, a morte. Existem vários conceitos para o que acontece após a morte, existe várias crenças que tentam explicar, que tentam amenizar a dor que ela trás, mas na realidade ninguém sabe o que vem após a escuridão permanente. Já se perguntou alguma vez, que se você tivesse uma chance de voltar à vida, se você aceitaria? Foi isso que aconteceu comigo. Acho que a morte seria melhor. Depois do que aconteceu passei a entender que não se deve interferir no estado das coisas, eu aprendi com meu erro(doce erro) que a vida é curta, mas vale a pena ser vivida, e quanto mais feliz ela for, mais facilmente ela irá. Durante esses anos vi que minha salvação foi a pior coisa que alguém poderia ter. Ela foi uma morte interna, uma morte de esperanças, uma morte de sonhos, uma morte dá qual eu estaria presa no purgatório definitivamente sem saída. Eu queria poder voltar no tempo e mudar meu destino, mudar minha sentença. Queria a morte, que havia sido tirada de mim, de volta.
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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