NarrativasAleatorias
Um encontro de trinta segundos em um elevador deveria ser esquecido assim que as portas se abrem. Mas para S/N, o perfume de terra úmida e o toque gélido da mulher de vestido vermelho tornaram-se uma sentença. O que começou como uma atração magnética em um cubículo de metal transforma-se em um quebra-cabeça perturbador quando as câmeras de segurança revelam o impossível: S/N estava sozinha.
Convencida de sua própria sanidade e movida por um instinto investigativo, S/N passa a caçar o rastro de cor na monotonia da cidade. Ela a vê. A mulher caminha entre as multidões, interage com estranhos e habita uma mansão de luxo que exala opulência e segredos. Ela parece serena, real e perigosamente viva.
No entanto, a cada passo que S/N dá em direção ao mundo dessa desconhecida, a realidade ao redor começa a esfarelar. Prédios ocupados revelam-se ruínas esquecidas; seguranças atenciosos tornam-se postos abandonados; e o que parecia ser um jogo de sedução revela-se uma teia onde as leis da física não se aplicam.
Em "A Mulher de Vermelho", NarrativasAleatorias constrói um suspense psicológico onde o maior terror não é o que se esconde nas sombras, mas o que caminha à luz do dia, sorrindo apenas para você.
Ela não é um fantasma para todos. Mas ela escolheu ser o seu.