Dizem que a experiência de quase morte nos deixa mais maduros, estou aqui para provar que não. Meu marido sofreu um AVC leve e eu fiz uma cirurgia no coração, deveríamos estar nos cuidando juntos e o medo de perder ter fortalecido nosso amor. Não também.
Estou deitada na cama de um motel ao lado do meu ex namorado de adolescência. Meu lado consiente me xinga todos os dias, estou colocando todo um casamento no lixo, correndo o risco de minha filha nunca mais me perdoar. A Alice mais nova “rainha do gelo” talvez não se importasse, mas depois de todos esses anos eu deveria ter melhorado certo? Melhorado como ser humano?
Bom, eu melhorei, mas um certo homem de meia idade, morenos, com o corpo definido e meu médico (médicos usam muito bem o bisturi, logo muito bem a mão...) apareceu e tive uma recaída. Uma recaída bem grande na cama dele.
Eu tenho a plena consciência que é errado e vou me arrepender disso pelo resto da minha vida, mesmo assim, não deixa de ser tão bom. Fazia anos que não me sentia tão viva e feliz. É tão errado assim? É, um lado meu responde, não, o outro rebate. E assim tem sendo meus dias como uma infiel. Ah, pequeno detalhe: minha filha e o filho dele namoram, pelo jeito as coisas só melhoram pro meu lado.
FP- Dormiu bem?
Alice- Não consegui dormir.
FP- Está se sentindo mal? Se tiver alguma dor no peito tem que me falar.
Alice- Fofo. Está tudo bem em relação a isso, foi só um susto.
FP- Ali, só se podem estourar três veias, ainda estamos fazendo exames para descobrir a causa disso, tem que se cuidar. Mas como assim tudo bem em relação a isso?
Alice- Eu sei, eu vou, prometo. Bom, as vezes é difícil não se sentir um erro.
FP- Nós, um erro?
Alice- FP você entende, vamos, não posso ser só eu sendo uma adúltera, me sinto culpada, suja, por mais que ame ficar com você.
Ele suspira. - Eu entendo. Mas poxa a gente tentou, tentou de todas as maneiras ficarmos afastados, nos arrependemos daquele beijo no hospital, estávamos fora de nós e tentamos manter distância, simplesmente não deu, não conseguimos. Sei que não é totalmente certo, mas não acho que é totalmente errado. Está feliz no seu casamento? Digo feliz mesmo, porque eu não estou, Gladdys é uma mulher incrível mas sei que o amor que temos é como se fosse de irmãos, apenas convivemos e moramos na mesma casa.
Alice- O fato de eu estar infeliz no meu casamento não deixa menos pesado o fardo de que fiz uma promessa, um juramento de ser fiel. Será que tentamos mesmo ficar separados? Porque eu guardei tanta raiva sua por tanto tempo apenas para disfarçar a falta que sentia do seu amor, sempre pensei em você, pode soar ridículo, ficamos juntos um mês na nossa adolescência, mas nunca passou pela minha cabeça que o amor da minha vida seria outra pessoa além de você. E só se tem um na vida.
FP- Droga, eu quero te beijar e continuar me declarando amorosamente para você, mas entendo o dilema que essa conversa está, por que você me deixa tão doido? Não consigo pensar. Me sinto culpado e ao mesmo tempo não tenho nenhum remorso, apenas o de ter ficado tanto tempo longe de você.
Alice- A tarde foi ótima, preciso ir.
Selo nossos lábios e levanto indo em direção a porta. Era sempre assim, um encontro repleto de beijos e saudade e uma despedida cheia de amargura e insegura. Existe amor, com certeza existe amor, mas será que é o suficiente? Eu e ele estamos dispostos a largar todo o resto para ficar juntos? O que iríamos fazer? Fugir daqui? E nossos filhos?
Respiro fundo e ligo o carro. Existe uma solução?
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Betty- Oi mãe, que bom que chegou. Sabe, desde dois meses atrás quando você desmaiou aqui no jantar nós não refizemos o mesmo, eu e Jug ainda gostaríamos de apresentar nosso relacionamento oficialmente na frente das famílias, mas sem hospitais dessa vez.
Certo, o que poderia dar errado? Tudo? Meu nervosismo aumentou.
Alice- Claro filha, mas organize tudo ok? Estou bem ocupada no trabalho.
Betty- Percebi, não para em casa.
Alice- As notícias precisam ser contadas.
Dou um beijo na testa dela e subo as escadas, preciso de um banho urgentemente.
Deito na banheira e relaxo, meu único momento de paz, deixo minha mente fluir e flashbacks tomam conta.
“Me beija, eu não gostaria de morrer sem te beijar novamente”
“FP somos casados, isso é errado”, “Alice eu preciso de você, por mais que eu tente, veja, é a segunda vez que esbarramos só essa semana”, “O destino está nos testando para sermos fortes e mantermos nossos casamentos”, “Eu não aguento mais ser forte”. Então ele me beijou, em um estacionamento vazio de uma cidade vizinha, foi como se o mundo tivesse parado e só existisse nós dois, na nossa bolha, nos deliciando com o melhor beijo de nossas vidas. Paixão, calor, saudade e anos de sentimentos esquecidos. De fato o melhor beijo de toda minha vida.
Abro os olhos e percebo que estava no mundo real, não estava mais na nossa bolha. Como que nada nunca poderia dar certo para mim? Quando penso que as coisas melhoram a vida me derruba novamente, e agora eu estava a beira do precipício.
Sem querer minha mente volta a outro flashback da primeira tarde no motel, tínhamos acabado de tomar banho juntos, anotei na minha mente que FP lavar seu cabelo é a oitava maravilha do mundo, a primeira é estar com ele.
“FP- Você sabe que eu te amo e que não preciso provar nada pra ninguém, também sabe dos meus planos, inclusive que eu não consigo ficar sem seu beijo, ele me acalma até quando o meu nível de estresse está mais alto. Você sabe do meu ponto fraco. Ah, seu jeito que me deixa 100% encantado. De lua em lua você também muda suas fases, eu tenho uma, você tem é quatro fases: Ciumenta, emotiva e revoltada.
Alice- Falta uma.
FP- Apaixonada em mim.
Trocamos sorrisos e ele me beija.
Alice- Seu bobo.”
Escuto a porta do quarto sendo aberta, sinal que Hall chegou, saio da banheira e desperto meu lado esposa perfeita, novamente escondendo meu verdadeiro eu. Bem vindo a minha vida.
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love games - concluída
FanfictionAlice Smith é a rainha do gelo da escola Riverdale High, mas nesse novo ano, o último ano do ensino médio, FP Jones chegou como aluno novo. Será que aquele jeito atleta e badboy vai conseguir quebrar todas as muralhas de proteção que Alice criou par...
