dos imprevistos aos interesses

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— Certo, Manon, o que você tem que fazer? — indagou Marinette, incitando a jovem morena a relembrar todas as atividades que ela teria que fazer com Emma, como babá da pequena.

— Assistir um pouco de TV, pintar aqueles desenhos, brincar de massinha, dar a salada de frutas que você deixou na geladeira, passear com ela pelo jardim, dar banho nela, dar a mamadeira pra ela e colocá-la para dormir.

— Isso! Cuide bem dela. Depois, pode assistir TV o quanto quiser.

A morena assentiu, sentando no sofá.

— Vamos? — perguntou Adrien, colocando o blazer azul escuro sobre a camisa azul bebê.

— Você tá parecendo um dono de bar famoso — disse, com um sorriso.

— Tá ruim?

— Não! Você tá lindo! — Deu um beijo nele. Manon desviou o olhar, pegando Emma no colo. — Tudo fica perfeito em você.

— E você... uau! — falou, afastando-se para vê-la melhor. — Falta até as palavras para expressar tudo o que eu quero dizer da sua beleza.

— Adrien, pare com isso! Eu fico com vergonha — disse, com as bochechas coradas. Adrien riu.

— Vocês são o casal mais meloso que eu conheço — pronunciou Manon, mostrando um desenho no celular para Emma.

Marinette apenas pegou a bolsa no sofá e olhou duro para Adrien, que sorriu amarelo. Ela sempre reclamava da demonstração de afeto em público, que poderia incomodar os outros, mas o lado Chat Noir romântico do homem não o deixava. Ele sempre seria assim.

Os dois saíram, avisando Manon para ficar atenta com a filha deles.

— Que horas são? — perguntou Marinette, sentando no banco do passageiro. Adrien estava como motorista e fechou a porta, olhando o relógio.

— Estamos bem adiantados — disse, indo colocar o cinto de segurança.

— Vamos logo! Eu tenho que estar lá para revisar tudo — falou nervosa, mordendo os dedos, como costumava fazer.

Adrien a olhou e chamou a atenção dela, segurando o rosto da mesma em sua direção.

— Amor, mantenha a calma. O nervosismo só irá te atrapalhar — disse, olhando-a nos olhos. — Nós ensaiamos ontem muitas e muitas vezes. Você não irá esquecer o seu discurso e você trabalhou muito nos ensaios e planejamentos do desfile. Agora, as roupas e as modelos e a ordem está na mão deles. Você só precisa monitorar e, como ex modelo, eu irei te ajudar em tudo.

— Eu queria não ter um ataque de ansiedade, mas eu sou assim. Não posso mudar isso. —Colocou sua mão sobre a dele, em seu rosto, acariciando-a.

— Mas você pode confiar em mim e na Vivi e no Boris. Eles são especialistas e você sabe disso. Não vão te decepcionar. E eu não vou deixar que algo dê errado.

Marinette assentiu, ofertando um beijo calmo no marido. Depois, outro. Abraçou-o e tentou controlar a respiração, sentindo-se mais aliviada. Afastaram-se e Adrien perguntou se ela se sentia melhor. Ela assentiu, colocando o cinto.

O loiro dirigiu até o local e parou em uma das vagas exclusivas, vendo alguns repórteres esperando para gravá-los ou fazer perguntas. Ele soube que aquilo deixaria Marinette mais nervosa, mas não tinha como simplesmente passar por eles e ignorá-los.

— Boa tarde, Marinette! — disse uma repórter, seguindo a mestiça desde o carro. Adrien se colocou ao lado da esposa, passando o braço em volta dela, para que conseguissem passar mais rápido.

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