11º capítulo

13 1 0
                                        

Levantei-me às 10h.

A missa acaba às 11h45 mas às 11h40 o Harry tinha de discursar no altar. (pensei)

Tomei banho, vesti-me, fui tomar o pequeno almoço, peguei nos cestinhos e na minha mala e meti-me no carro do meu pai. 

***

Cheguei à igreja às 11h05 mas a missa já tinha começado à 5min. 

***

O padre acaba de falar sobre a missa e avisa que o Harry vai falar. 

O Harry entrou, falou muito direitinho e correu tudo bem. 

Fomos lá para fora, cada um com um cesto às duas portas das igrejas. 

Pela porta principal o Harry conseguiu 200 euros e eu pela porta das traseiras angariei 100 euros. 

Bem, 300 não dá em nada para a operação da mãe do Harry. 

No mínimo dos mínimos a operação deve custar 2000 euros. 

Sinceramente, acho que não tenho mais nenhuma ideia para o ajudar. 

Mas, nós deviamos estar felizes. Numa missa conseguimos 300 euros, isso em média 1 euro por pessoa, e não é mau. 

O Harry quer falar outra vez com o padre para ver se pode fazer isto de novo para arranjar mais dinheiro. Eu acho que não é boa ideia porque acho que já estamos a abusar. Ainda se fosse noutra igreja... mas este padre é o padre das três freguesias daqui. Há de haver outra solução, não sei qual. 

Nós tivemos uma longa conversa acerca disto e ele chegou a um ponto que concordou que  poderiamos arranjar mais dinheiro sem ser pela igreja.

***

Foi cada um para seu lado.

Eu cheguei a casa e sentei-me no sofá a ver televisão. 

  # Ao telefone #

"Sim?" Perguntei.

"Darcy? O George acabou comigo" Respondeu-me a Jessie com voz de choro.

"Eu avisei-te Jessie. Ele não é de confiança, mas tu ainda assim acreditas-te naquele animal."

"Desculpa Darcy. Eu devia ter confiado em ti, mas deixe-me ir pela convesa dele. Desculpa."

"Eu sei que não devia estar a dar-te na cabeça mas nem sabes a raiva que estou a sentir. Queres vir cá a casa?"

"Sim. Daqui a 20min apareço aí."

Eu já sabia. Mas o que é que ela viu nele além de estupidez, falta de inteligência, monstruosidade? Já sei... Ele drogou-a e ela ficou apaixonada por ele. Só pode ter sido isso. Ele tem cara de drogado, dá-se com drogados e era bem capaz de drogar a Jessie. Pior ainda é ela só ter aberto os olhos agora. E mais, agora ela fuma por causa daquele elefante. Enfim... o amor é cego.

Enquanto tentava perceber o que a Jessie vi no George, ainda não percebi, a campainha tocou. 

Como esperado era a Jessie, com os olhos brilhantes de lágrimas.

Eu tinha que me controlar, eu tinha que lhe dar apoio e não resmungar-lhe por cima.

Fomos para o meu quarto, sentamo-nos na minha cama e ela tirou um cigarro do bolso. 

A minha reação foi tirar-lhe aquilo das mãos e atirar para o meio do chão. 

1º aquilo era tabaco, coisa que nunca gostei.

2º ela ia intoxicar o meu quarto, a minha casa.

3º Ia tossir para cima de mim, pois ela não sabe fumar. 

A reação dela não foi muito melhor. Foi apanhar o cigarro.

Mas eu não quis saber e disse:

" Queres fumar? Fumas lá fora. No meu quarto, na minha casa tu não fumas. Mas se fores lá para fora fumar, não voltas cá para dentro."

Ela respeitou-me e pôs o cigarro no lixo.

Lá conversamos e ela mesma, não sabe o que viu no egoísta do George.

Eu estava disposta a perdoá-la.

Com isso, já foi melhor para casa e eu também fiquei melhor.

*** 

O tempo passou e só dei por mim mais tarde na cama.

You've reached the end of published parts.

⏰ Last updated: Mar 01, 2015 ⏰

Add this story to your Library to get notified about new parts!

Darkness LoveWhere stories live. Discover now