13 | Onde eu me meti?

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ARIANA MILLER

— Que porra você está fazendo aqui? — eu perguntei para ele

— Tá maluca? Eu que deveria estar fazendo essa pergunta e abaixa essa arma — ele disse ainda apontando a arma para mim

— Abaixa você primeiro — eu disse cerrando os olhos na direção dele e ele revirou os olhos abaixando a arma e vindo na minha direção

Ele arrancou a arma da minha mão, me pegando pelo braço e me tirando do closet. Quando saímos do closet ele me jogou com força na cama. E agora olhando melhor para ele, posso ver sua roupa completamente suja de... sangue?

— Que merda você está fazendo aqui? — perguntou ele bravo

Eu não sabia direito o que responder, então optei por ficar quieta

Ele me olhava com ódio e eu olhava para ele de cabeça erguida, eu que não vou abaixar a cabeça pra um idiota. Por mais que esse idiota esteja sujo de sangue e provavelmente tenha matado alguém, mas pode ser tinta também, né?

— Eu te fiz uma pergunta, além de puta é surda? — ele falou com ódio no olhar

— Porque você tem um monte de drogas e armas no seu closet, e está sujo de sangue? — eu perguntei ignorando o que ele tinha dito

— Não é da sua conta — ele disse passando a mão no cabelo, acho que numa tentativa de se acalmar

— Meu Deus, você é um bandido — eu disse assim que conectei todas as peças

As drogas, armas, roupa suja de sangue e a cara de marginal dele

— Que merda você está fazendo aqui? — ele perguntou novamente ignorando minha acusação contra ele

— Eu vou embora — eu disse me levantando da cama, mas ele entrou na minha frente assim que me levantei e me empurrou com força na cama de novo — Qual o seu problema? —

— Qual é o seu problema, você não vai sair daqui até me falar o que você estava fazendo aqui — ele disse apontando o dedo na minha cara

— Não aponta o dedo para mim — eu disse batendo na mão dele com força, o que pareceu irritar ele

Ele chegou mais perto do meu rosto o segurando com uma mão, apertando minha bochecha com a mão

— Você não faz ideia de quem eu sou, então eu acho melhor você ficar na sua vadia — ele disse de perto e eu não pude deixar de sentir um leve medo

Mas se você mostra pro seu inimigo a sua fraqueza, ele se aproveita disso

— E você vai fazer o que? Me bater? — eu perguntei em um tom de voz desafiante, segurando o seu pulso numa tentativa falha de fazer ele soltar meu rosto

Ele riu, mas era como se estivesse se segurando pra não me matar

— Na sua situação, você deveria ficar quietinha, se não amanhã você pode estar a sete palmos de baixo da terra — eu engoli em seco com isso que ele disse, enquanto ele apontava com a outra mão sua arma dourada na sua cintura

— Você deveria tomar cuidado se não pode amanhecer atrás das grades, marginal — eu disse mesmo morrendo de medo de levar um tiro

— Você está me ameaçando, puta? — ele perguntou com ódio

— Puta é a tua mãe — eu disse com ódio, mas me arrependi no momento que senti uma pancada na cabeça

Eu deitei na cama por causa do impacto e percebi que minha testa estava sangrando. Quando olhei de volta para o James, percebi que eu tinha levado uma coronhada na cabeça

𝐶𝑅𝐼𝑀𝐼𝑁𝐴𝐿Onde histórias criam vida. Descubra agora