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{Trinta}

Fiz carinho no cabelo dela, ajeitei ela em meu colo.

Dr'Marcelo: Maria Clara Menezes Fonseca - Fomos chamados - Como está essa princesa?
Trinta: Mesma dor, outra vez - Entrei na sala dele, colocando minha filha na maca - A febre não abaixou, está com 38.9

Ele colocou um bagulho no peito dela, eu cruzei os braços apenas olhando, ele pediu pra ela colocar a língua pra fora colocando um palito de sorvete na língua dela com uma laterna.

Dr'Marcelo: Ela está com a garganta inflamada, ela vai tomar alguns remédios, nada muito forte
Trinta: Não vai precisar fazer mais nada? - Ele negou escrevendo no papel - Vou continuar dando o Dipirona?

Na moral, com a minha filha eu tenho o maior cuidado, minha princesa pô, a única mulher da minha vida que eu posso chegar e dizer com a maior certeza do mundo.

Ele me entregou um papel com vários rabiscos, peguei minha filha no colo fazendo toque com ele, sai do hospital e a coloquei em sua cadeirinha no meu carro, ela segurou minha mão, ainda quente pra caralho.

Fico com o maior pé atrás com essa garota, toda frágil, minha bonequinha se ligo, perco a postura mesmo, minha princesa!

Trinta: O que foi pai? - Ela ficou segurando minha mão - Deixa o pai entrar no carro, a gente vai pra casa assistir Barbie pô

Ela soltou minha mão e eu entrei no lado do motorista, ela ficou segurando minha mão, dei partida tentando o máximo dirigir com apenas uma mão, entrei no morro com o maior cuidado, fiz sinal para os mlk e parti pra casa.

Entrei em casa com a minha boneca no colo, na minha sala já está a mãe e o padrinho dela sentados no meu sofá, te falar não vou com a cara da mãe dela não, pega a menina quando quer e olhe lá.

Pâmela: O que ela tem? - Veio toda, toda pra cima querendo pegar ela
Trinta: Vai ficar ótima longe de você - Entreguei ela pro JF - Quero bater um papo contigo, na moralzinha

JF meu parceiro, foi criado comigo pela minha coroa, o mlk é brabo, por tanto que é meu sub nessa porra, gerente geral do bagulho e padrinho da minha filha, esse eu posso dizer que é irmão de verdade, considero quem está comigo de verdade, é das antigas mesmo, dês de menor, nunca soltou minha mão.

Trinta: O bagulho é o seguinte, ela vai passar a semana toda aqui em casa, só vai voltar quando melhorar e depois a gente vê o que faz, como vai ficar esse bagulho de leva e traz - Ela colocou as mãos na cintura pronta pra querer treta - Nem vem meter o b.o, tô bom com tu não
Pâmela: A filha é minha, Trinta! Eu não sou obrigada a aceitar esse acordo seu não
Trinta: Não é um acordo, é uma ordem - Ela fez cara de deboche - Quer ver ela, brota, a casa vai está aberta pra tu, mas se vir de fanfanragem vai tomar o teu
Pâmela: Certo, certíssimo - Fez jóia e eu continuei de cara fechada - É isso então, tô indo

A Pâmela as vezes se faz de maluca, parece que ela que manda no bagulho, mas esquece que eu tô vivo e na disposição pra qualquer bagulho, sou bom, mas sei se o capeta se ligo.

Voltei pra sala vendo ela beijar a testa de Clarinha, JF só olhando, ele odeia a mina, não aguenta ficar um segundo perto, ele consegue ser mais escaldado que eu, todo neurótico e com razão, a mina é filha da puta pô, qualquer brecha já quer meter o louco.

Peguei Clarinha no colo que logo agarrou meu pescoço, levei ela para o quarto dela, dei um banho morno e coloquei um pijama que está escrito uma porra de Frozen lá, coloquei uma meia nos pés dela e a levei para o meu quarto, deitei ela na minha cama entregando o controle na mão dela.

Trinta: O pai já volta princesa, vou fazer sua mamadeira - Ela nem tchum

Desci encontrando o JF mexendo no celular.

JF: Qual foi menor, o que deu lá? - Fui explicando indo pra cozinha e ele logo atrás - Vai ficar de folga?
Trinta: Vou mermo

{Deixem estrelinhas}

Princesa da favelaOnde histórias criam vida. Descubra agora