Prólogo

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ERA UMA VEZ

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ERA UMA VEZ... Ah, deixa para lá. Isso não se encaixa aqui.

Vamos falar de infância problemática. Sim, Helena Copper teve uma infância complicada.

Como dizia Dennis Wholey: "Esperar que a vida te trate bem só porque você é uma pessoa boa é o mesmo que querer que um tigre não te ataque só porque você é vegetariano."

A infância de Helena foi difícil, principalmente pela ausência dos pais.

Até os sete anos, sua mãe, Emma, era o centro de sua vida. Mas tudo começou a piorar quando Emma caiu nas drogas.

Helena parou de contar as cicatrizes depois da sétima. Era sempre a mesma história: Emma pedia desculpas, prometia mudar, mas a violência voltava pelos mesmos motivos.

"Você fez seu pai me deixar!", "Se estou assim, é por sua culpa!", "Você estragou minha vida!"

Às vezes, Helena pensava: Mãe, você precisa mudar as desculpas...

Uma noite, um vizinho ouviu os gritos de Helena e ligou para a polícia.

Helena lembra do som das sirenes se aproximando. Sua mãe parou de bater nela, foi até a janela e viu que estava em apuros.

Aos 14 anos, Helena estava machucada por dentro, mais do que por fora. Ela queria que a mãe pagasse por todo o sofrimento, mas ainda a amava.

Ela viu sua mãe fugir pela porta dos fundos. Os policiais entraram, pegaram Helena e a levaram para o hospital. Quando perguntaram se ela sabia para onde Emma foi, Helena respondeu:

– Não.

Ela não se arrependeu, porque Emma ainda era sua mãe.

(...)

Alguns dias depois, uma assistente social disse que procuraria parentes para cuidar de Helena. Seu pai havia desaparecido, então ela sabia que provavelmente iria para um orfanato.

E foi o que aconteceu. Helena foi para um orfanato.

O que ela não esperava era ser adotada tão rápido. Em menos de duas semanas, uma mulher chamada Mary apareceu e a levou para casa.

Forever you - Peter ParkerHistórias para pegar e não largar. Descubra agora