Connor dormia pesado quando a porta do quarto se abriu sem o menor cuidado. Do lado de fora, alguém avisou que o chefe ainda estava dormindo, mas Bolts não deu a mínima.
Ele queria saber onde ficava o quarto do filho.
Luan foi à frente, andando pelo corredor enquanto os outros o seguiam. Assim que entraram, Bolts foi direto até a cama e começou a balançar Connor com força.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, o Mexicano tomou a frente.
— Acorda você, deixa comigo.
Ele puxou Connor sem cerimônia, praticamente jogando-o da cama.
— ACORDA, SEU CORNO!
Connor resmungou, ainda sonolento, afastando a mão dele com irritação.
— Tô acordado, porra... larga. O que vocês querem logo cedo?
Bolts já se virava para sair.
— Se arruma e vai pra tua sala.
Sem esperar resposta, deixou o quarto. Mexicano, Luan e Luís Paulo foram atrás. Connor respirou fundo, passando a mão no rosto.
(Caralho... ele não sabe que ontem teve baile aqui no morro, porra.)
Fez a higiene às pressas e seguiu para a sala. Quando entrou, tentou manter a postura.
— Opa, rapaziada. De boas, patrão?
Bolts o encarou frio.
— Estaria melhor se estivesse. Vamos ao que me interessa.
— Demorou.
Bolts foi direto, sem rodeios.
— Já arranjou alguma mulher? Precisa de uma dama pro morro.
Connor segurou a expressão.
— Ainda não. Ninguém mostrou ser capaz de ser a dama do meu morro.
Bolts cruzou os braços.
— Então trata de achar logo. Ou eu escolho. Ou tiro o morro das tuas mãos. Tá entendido?
Connor assentiu, engolindo seco.
— Suave. Se eu não achar ninguém em dois meses, você escolhe.
Bolts soltou uma risada curta, sem humor.
— Não. Uma semana. Como sempre fiz com outros morros. Se você não conseguir, já tenho algumas em mente.
(Fudeu de vez.)
— Beleza.
Luan não perdeu a chance.
— Boa sorte, irmão. Não encontrou em vinte e cinco anos... imagina em uma semana.
O sorriso sarcástico só fez Connor revirar os olhos.
— Valeu. Cê tá engraçadão hoje.
Luan riu de canto.
— Falou. Preciso ir.
Saiu junto com Bolts, deixando o ambiente pesado para trás.
Mais tarde, Connor desceu para o café. CJ já estava lá, sentado à mesa.
— Fala, patrão Bolts.
Bolts apenas acenou com a cabeça ao passar. Connor sentou e pegou uma xícara.
— Fala, CJ.
— Tá bem, irmão? — perguntou, notando a cara fechada dele.
Connor soltou tudo de uma vez.
— Tenho uma semana pra achar a porra da primeira-dama. Se não, o Bolts escolhe uma mina pra me unir... ou eu perco o morro.
CJ pensou por um segundo.
— Então deixa ele escolher. Você sabe, eu sei... você não vai achar alguém em uma semana. Pelo menos assim não perde o morro.
Connor bateu a mão na mesa.
— CARALHO, CJ! Se ele escolher, eu vou ter que casar com uma mina que eu nem conheço!
— Tá putinho, hein.
Nesse momento, alguém desceu as escadas reclamando.
— Que porra de gritaria é essa? Tem gente dormindo, sabia?
Connor lançou um olhar pouco se fodendo.
— Olha bem pra minha cara e vê se eu tô preocupado.
— Primeiramente, bom dia — disse, sentando-se à mesa para tomar café.
— Bom dia — respondeu CJ, num tom quase cantado.
Connor bufou.
— Bom dia é o caralho. Cês não têm que achar alguém em uma semana.
Outra voz surgiu, mais tranquila.
— Nem quando tem feira essa casa faz tanta gritaria. Bom dia, família.
— Bom dia — respondeu CJ.
— É o Connor que acordou de mau humor hoje.
Connor levantou-se, pegando a xícara.
— Quer saber? Vou tomar meu café na minha sala.
Saiu dali deixando o clima pesado.
(Quebra de tempo: o resto do pessoal levantou e seguiu para o trabalho no morro.)
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Primeira-Dama
FanfictionSou Dono do Morro Branco, tô a procura de uma Primeira-Dama, mais eu não quero qualquer mulher, eu quero uma que tenha visão do que ela vai enfrentar, e tbm eu não sou de me apegar as pessoas um grande problema isso, a última pessoa que tentou passa...
