Conflito Capítulo 1

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Connor dormia pesado quando a porta do quarto se abriu sem o menor cuidado. Do lado de fora, alguém avisou que o chefe ainda estava dormindo, mas Bolts não deu a mínima.

Ele queria saber onde ficava o quarto do filho.

Luan foi à frente, andando pelo corredor enquanto os outros o seguiam. Assim que entraram, Bolts foi direto até a cama e começou a balançar Connor com força.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, o Mexicano tomou a frente.

— Acorda você, deixa comigo.

Ele puxou Connor sem cerimônia, praticamente jogando-o da cama.

— ACORDA, SEU CORNO!

Connor resmungou, ainda sonolento, afastando a mão dele com irritação.

— Tô acordado, porra... larga. O que vocês querem logo cedo?

Bolts já se virava para sair.

— Se arruma e vai pra tua sala.

Sem esperar resposta, deixou o quarto. Mexicano, Luan e Luís Paulo foram atrás. Connor respirou fundo, passando a mão no rosto.

(Caralho... ele não sabe que ontem teve baile aqui no morro, porra.)

Fez a higiene às pressas e seguiu para a sala. Quando entrou, tentou manter a postura.

— Opa, rapaziada. De boas, patrão?

Bolts o encarou frio.

— Estaria melhor se estivesse. Vamos ao que me interessa.

— Demorou.

Bolts foi direto, sem rodeios.

— Já arranjou alguma mulher? Precisa de uma dama pro morro.

Connor segurou a expressão.

— Ainda não. Ninguém mostrou ser capaz de ser a dama do meu morro.

Bolts cruzou os braços.

— Então trata de achar logo. Ou eu escolho. Ou tiro o morro das tuas mãos. Tá entendido?

Connor assentiu, engolindo seco.

— Suave. Se eu não achar ninguém em dois meses, você escolhe.

Bolts soltou uma risada curta, sem humor.

— Não. Uma semana. Como sempre fiz com outros morros. Se você não conseguir, já tenho algumas em mente.

(Fudeu de vez.)

— Beleza.

Luan não perdeu a chance.

— Boa sorte, irmão. Não encontrou em vinte e cinco anos... imagina em uma semana.

O sorriso sarcástico só fez Connor revirar os olhos.

— Valeu. Cê tá engraçadão hoje.

Luan riu de canto.

— Falou. Preciso ir.

Saiu junto com Bolts, deixando o ambiente pesado para trás.

Mais tarde, Connor desceu para o café. CJ já estava lá, sentado à mesa.

— Fala, patrão Bolts.

Bolts apenas acenou com a cabeça ao passar. Connor sentou e pegou uma xícara.

— Fala, CJ.

— Tá bem, irmão? — perguntou, notando a cara fechada dele.

Connor soltou tudo de uma vez.

— Tenho uma semana pra achar a porra da primeira-dama. Se não, o Bolts escolhe uma mina pra me unir... ou eu perco o morro.

CJ pensou por um segundo.

— Então deixa ele escolher. Você sabe, eu sei... você não vai achar alguém em uma semana. Pelo menos assim não perde o morro.

Connor bateu a mão na mesa.

CARALHO, CJ! Se ele escolher, eu vou ter que casar com uma mina que eu nem conheço!

— Tá putinho, hein.

Nesse momento, alguém desceu as escadas reclamando.

— Que porra de gritaria é essa? Tem gente dormindo, sabia?

Connor lançou um olhar pouco se fodendo.

— Olha bem pra minha cara e vê se eu tô preocupado.

— Primeiramente, bom dia — disse, sentando-se à mesa para tomar café.

— Bom dia — respondeu CJ, num tom quase cantado.

Connor bufou.

— Bom dia é o caralho. Cês não têm que achar alguém em uma semana.

Outra voz surgiu, mais tranquila.

— Nem quando tem feira essa casa faz tanta gritaria. Bom dia, família.

— Bom dia — respondeu CJ.

— É o Connor que acordou de mau humor hoje.

Connor levantou-se, pegando a xícara.

— Quer saber? Vou tomar meu café na minha sala.

Saiu dali deixando o clima pesado.

(Quebra de tempo: o resto do pessoal levantou e seguiu para o trabalho no morro.)

Primeira-DamaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora