POV Bianca
Espreguicei-me lentamente sentindo todo meu corpo relaxar. Esfreguei os olhos evitando abrir devido à claridade que adentrava o quarto. Sentei na cama, entre os lençóis macios, vi Eduarda dormindo de forma serena e profunda.
“Ela estava cansada” – Pensei sorrindo ao imaginar o motivo.
Deslizei a mão pelas suas costas nuas. A morena estava coberta apenas pelo lençol de seda cinza que nos cobria. Depositei um pequeno beijo sobre sua pele macia, e me levantei. Segui rumo ao banheiro para realizar minha higiene matinal.
Logo em seguida, deixei que a mesma dormisse mais. Era sua folga, nada mais justo que isso. Saí do quarto caminhando em direção ao quarto ao lado. Tai dormia da mesma maneira. Será que era de família o sono profundo? Caminhei para perto da pequena garota que dormia, deslizando as mãos por seus cabelos escuros tão parecidos com os de Eduarda. Não se restavam dúvidas de que ambas fossem irmãs. Tai era a copia mirim de Minha Duds. Depositei um beijo de forma carinhosa Sobre a cabeça da menina tão doce, e me retirei.
Aquela manhã eu me sentia diferente, eu não costumava me envolver tão intensamente com alguém num curto período de tempo. Mas, as coisas com Eduarda pareciam voar. Quando eu menos esperava, ela já estava em meus pensamentos, tomando conta de tudo dentro de mim. Seu jeito doce e atraente me deixava sem escolha, sem ação. Eu poderia amá-la e odiá-la ao mesmo tempo, eu a queria de todas as formas.
Eu sabia o que sentia, mas não estava na hora de admitir isso. Eu guardaria para o momento exato de dizer que eu simplesmente não sabia mais ficar sem ela. Hoje seria o dia perfeito para isso, mas eu sabia que ainda havia alguém entre nós. Alguém que também possuía tamanho poder sobre mim quanto Eduarda, e esse alguém era ninguém menos que Liz.
Talvez ninguém pudesse entender como eu me sentia. Ninguém nunca entenderia como eu estava divida entre as duas mulheres. Liz e Eduarda haviam virado meu mundo do avesso. Ambas me faziam experimentar de sensações totalmente diferentes, que me fascinavam. Eu poderia me sentir no céu com Eduarda, e no inferno prazeroso da luxúria com Liz. Eram como duas faces da mesma moeda. Eu amava... eu amava as duas. Se isso era possível? Eu não sabia, mas eu sentia, Eu as queria.
- Deus, Você poderia ter sido bom, e fazê-las uma só, não é?
Balancei a cabeça negativamente enquanto pegava os ingredientes para preparar um bom café da manhã. As duas irmãs mereciam mimos pelos momentos maravilhosos que estavam me fazendo viver.
Será que eu poderia ter isso com Liz?
Não.
Era nisso que ela perdia. Eduarda era, para muitos, a mulher perfeita: meiga, atraente e bela. Uma mulher completa.
Sorri enquanto terminava de fazer as panquecas. Preparei de tudo, eu modéstia à parte, era ótima na cozinha. Derramei chocolate como cobertura, apostando que Tai iria amar. A pequena irmã de Eduarda era uma garota inteligente e educada. Para minha surpresa havíamos nos dado extremamente bem. Tainara Kropf era um amor de pessoa.
Coloquei tudo sobre a bandeja. Lá havia de tudo: frutas, sucos café, panquecas e ovos mexidos.
- É... talvez elas gostassem. – Pensei colocando uma pequena flor sobre a bandeja também.
Caminhei devagar para o quarto de Tai, deixando seu café da manhã do lado da cama. Ajeitei tudo e segui para o meu quarto onde Eduarda estava dormindo. Abri a porta lentamente para não fazer barulho, mas deparei-me diante da bela visão a minha frente.
Eduarda estava levantando-se. A morena sentou na cama, esticando os braços para cima, espreguiçando-se. Mexendo o pescoço de um lado para o outro. Ela estava completamente nua, coberta ainda pelo lençol que cobria suas pernas. O Sol batia de encontro a seu corpo, seus cabelos longos e levemente desgrenhados caiam sobre suas costas feito uma bela cascata. Ela estava de costas para mim, por isso ainda não havia notado minha presença. Eu poderia bater uma foto daquele instante, ela estava divina. Como uma mulher conseguia acordar tão bela?
- Finalmente acordou. – Falei sorrindo.
Eduarda virou o rosto de lado com um largo sorriso. Droga!Ela era meu fim.
- Que horas são? O sol está maravilhoso lá fora. – a mulher falou diante da enorme janela de vidro.
- Eu não sei, mas não deve ser tão cedo. – Falei caminhando em sua direção, colocando a bandeja sobre a cama.
Eduarda virou-se puxando lençol para cobrir seus seios.
- Nossa, é um belo café da manhã! – Ela falou fitando a bandeja cheia.
- Eu disse que tinha ótimos dotes culinários, srta. Kropf. – Falei para logo em seguida roubar-lhe um pequeno beijo.
- Realmente, a aparência está ótima. Só resta saber se o sabor está bom.
Semicerrei os olhos para a mulher que sorriu. Eduarda pegou a pequena flor, colocando sobre sua orelha, perto de seus cabelos castanhos. Eu fitava cada movimento seu, de forma admirada. Aquele momento poderia ser o mais clichê, mas era bom. Logo após ajeitar a flor que a deixou mais linda aquela manhã, a morena me lançou um sorriso. Aquele típico, com a língua entre os dentes, fazendo seu nariz se enrugar levemente.
- Você me deixa fraca por ser tão bonita. Deus! – Falei tentando me levantar.
- Deixo? – Ela arqueou uma das sobrancelhas.
- Muito.
Eduarda sorriu maliciosa. Movendo-se cuidadosamente para sentar em meu colo. Deus!Ela estava completamente nua.
- Se ficar aí por muito tempo, não é o café da manhã que vou comer.
Eduarda deslizou a língua sobre os lábios e sorriu.
- Sexo matinal faz bem, não é? – Perguntou fingindo inocência.
Deslizei as mãos para sua cintura, onde segurei firme.
- É o que dizem por aí, srta. Kropf. Podemos testar. – por fim falei colocando uma pequena mecha de seu cabelo para trás.
Eduarda tinha um olhar misterioso e intenso. Seus olhos esverdeados tão quentes e familiares, escondiam segredos que um dia eu iria desvendar. Ela mordeu os lábios em provocação, e eu analisei cada movimento seu. Aproximei meu rosto dela, segurando nosso olhar por alguns segundos enquanto uma de minhas mãos ajeitava algumas mechas de seus cabelos que teimavam em cair perto de seu rosto.
- Você é tão linda, Kropf.
Eu olhei fixamente em seus olhos, que me fitavam cheio de planos. Eu me sentia feliz, eu sentia meu coração bater freneticamente, eu sentia minha respiração se alterar lentamente. Um misto de sensações desconhecidas tomou conta de mim. Você consegue entender ? Eu via naquela mulher meu futuro ao seu lado, através de sua íris esverdeada, eu a tinha ao meu lado. Droga, eu estava perdida. Eu a amava.
- Eduarda...
- Sim? – a mulher perguntou esperançosa, como quem soubesse o que eu queria dizer.
Eu respirei fundo, sentindo meu coração errar a batida. Seria agora o momento certo? Eu fechei os olhos, e abri novamente diante dos seus.
- Eu amo você.
Sua expressão foi de surpresa ao ouvir aquelas palavras. Eduarda me fitou estática. Eu não sabia se era cedo demais, eu só sabia que sentia aquilo. E que, por algum motivo, precisava dizer. A mulher respirou fundo, e tomou impulso para falar.
- Não fala nada. – Eu disse séria.
Levei uma das mãos até sua nuca, e puxei seu rosto para um beijo calmo. Os lábios macios e perfeitamente desenhados da morena colidiram contra os meus de forma delicada. Deslizando lentamente, dando-me total liberdade. Eu envolvi meus braços ao redor da cintura da mesma, juntando seu corpo quente ao meu. Eu senti sua respiração profunda durante o beijo, e continuei. De nossa calmaria surgiu a intensidade. As coisas com Eduarda sempre evoluíam rápido.
A morena levou as mãos até meu rosto, prolongando um beijo que eu pedia a Deus não ter fim. Eu deslizei as mãos por suas costa nuas de baixo para cima, unindo seu corpo mais ao meu. Eduarda soltou meus lábios, e foi de encontro ao meu pescoço, no qual beijou com intensidade, tirando-me um gemido.
Eu fechei os olhos e apenas senti. Eduarda levou as mãos até minha blusa, tirando de meu corpo, fitando-me nos olhos sem parar.
Antes do corpo, nos amaríamos com os olhos. A mulher me fitou como se fosse a primeira vez. E realmente era, naquele momento, eu não era Bianca Tatto, eu era apenas Bianca. E ela, minha Duds.
Eduarda voltou os beijos aos meus lábios, provando de minha boca o máximo que poderia. Deus, eu sentia meu corpo quente, eu precisava dela. Quando segurei na cintura da mesma, e a deitei na cama, ouvimos leves batidas na porta.
- Não... – Eduarda falou fechando os olhos.
“Dudu!”
Eu sorri derrotada, e deitei meu corpo sobre o de Eduarda.
- Justo agora?
Eduarda mordeu os lábios. E beijou meus lábios.
- Sinto muito.
- Tudo bem, Duds, vá e abra a porta.
Eduarda assentiu, levantando-se da cama ainda nua, pegando meu moletom que estava no chão. No qual vestiu, junto de sua calcinha. Porra, ela era fodidamente boa.
- Droga, Kropf!
- O que foi? – Ela perguntou caminhando em direção a porta.
Fiz um sinal de “ok” para a forma como a mesma estava vestida. Fazendo a mesma sorrir de forma tímida. Eduarda abriu a porta dando de cara com Tai com a bandeja de café da manhã nas mãos. A menina sorriu largamente, sua boca estava totalmente suja com o chocolate da panqueca.
- Trouxe um pouco para vocês! – Falou a menina estendendo a bandeja.
Eduarda riu e deixou a pequena entrar.
-Bianca fez pra mim também, Tai!
- Hmm! Bibi! Você é ótima na cozinha!
- Viu? Eu disse isso a sua irmã, Tai, mas ela não acredita.
- Você precisa provar das panquecas, Dudu! – Falou a menina animada.
Eduarda me fitou com um sorriso, como quem adorasse nos ver. Juntamo-nos a cama, para tomar o café da manhã em meio a risadas.
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The stripper - Duanca
FanfictionVocê já imaginou ter duas vidas? Ser duas pessoas ao mesmo tempo? Aposto que sim, Mas entre pensar e viver havia uma distância muito grande, acredite nisso. Imagine...Eduarda, mulher doce e dedicada, Liz, sexy e imponente, qual você escolheria? Qual...
