Olá, decidi que continuaria essa fanfic e comecei a reescrever a historia, espero que gostem.
Tom x Harry x Coringa
Boa leitura.
Primeiro Capítulo
- Tem certeza disso? - Hermione perguntou enquanto Harry acabava de fazer a última mala.
Ele suspirou e se virou para ela, cansado daquilo. Cansado de todos perguntando se ele realmente queria se afastar do lugar que havia tirado tudo dele e não dado nada em troca. Cansado de todos perguntando se ele queria seguir seus sonhos que havia adiado tanto para agradar seu ex.
- Eu já tomei minha decisão Mione, preciso de um tempo longe dos holofotes e desses sangue-puros idiotas. - Falou e diminuiu duas das três malas. - Fiquei muito tempo sendo trouxa daquele Malfoy mesquinho e agora preciso respirar um pouco de um ar não toxico.
- Harry...
Ele parou em frente a tapeçaria dos Black, a arvore genealógica dos Black, seus olhos foram para os poucos nomes ainda vivos da arvore, seus dedos se apertaram e seus olhos pararam na única pessoa viva da família Black que ele não conheceu. Também, o outro irmão mais novo de Sirius, o único da família que não tinha um nome de estrela. Ele havia ido embora quando Harry era ainda um bebe.
Ninguém falava sobre ele, ninguém ousava dizer o nome dele.
- Harry?
- Se me der licença, tenho um avião para pegar. - Falou e desviou os olhos da tapeçaria, Hermione assentiu e se levantou, Hermione o abraçou.
- Boa sorte Harry.
- Obrigado.
Harry parou em frente ao Largo Grimmould Doze, seus olhos percorreram pelo lugar, sentindo uma sensação de vazio. Havia crescido ali, escondido do mundo até seus 11 anos, quando os holofotes se viraram para ele, quando todos queriam um pedaço do menino-que-sobreviveu.
O maravilhoso prodígio, que havia vindo para derrotar o mau Lorde das Trevas. Prodígio? Maldito prodígio puro-sangue que nasceu com habilidades para matar um Lorde das Trevas pelo menos 50 anos mais experiente que ele.
Com certeza um prodígio, todas as cicatrizes por baixo de sua roupa concordavam com essa afirmação, as incontáveis horas treinando sem parar, as muitas noites sem dormir, os muitos venenos testados em seu corpo, seu extenso conhecimento de magia negra, as horas de torturas toda vez que era capturado por um dos asseclas de Grindelwald, tantas ao ponto de em algum momento seu corpo ter simplesmente se tornado imune as duas maldiçoes imperdoáveis, talvez as três, se levarmos em consideração as quatro vezes que sobreviveu a maldição da morte.
Três vezes que ele visitou a estação de King Cross, três vezes que esteve lá e tomou a decisão de voltar. Voltar para o que? Para ver todas as pessoas morrerem? Para ver cada um dos Black morrer protegendo-o? Por que um Black sempre protege a família.
Seu pai Sirius morreu o protegendo. Seu avô Orion morreu protegendo-o, sua querida tia Bella havia morrido tentando proteger ele, Regulus... oh Regulus, seu primeiro maldito amor, ele se jogou na frente de um Avada por ele, só para depois descobrir que não poderia morrer, mesmo se tentasse.
Grindelwald tirou tudo o que ele tinha, Harry acabou a guerra sozinho, o único Black vivo, e emocionalmente acabado.
Então ouve Draco, perfeito, com um sorriso lindo e poderia ajudar ele a lidar com a própria herança, Draco se transformou depois do primeiro ano. Um péssimo namorado, um garoto mimado insuportável e ainda teve coragem de trair ele com uma amiga de Harry.
A guerra tirou tudo e ainda o deixou facilmente manipulável.
Seus pais, James e Lillian haviam morrido quando era apenas um bebê, protegendo-o.
Teve uma época em que ele se culpou, todos morreram por ele, por que era fraco, não poderia proteger ninguém.
...
Harry soltou um suspiro feliz e sorriu enquanto olhava pela janela do avião, estavam pousando finalmente na California.
Sua vida recomeçaria, estudaria psiquiatria trouxa e se afastaria o máximo possível do mundo bruxo, deixaria tudo para trás. Assim como havia planejado com Sirius, deixar o mundo Bruxo para trás e viver no mundo trouxa, realizar seus sonhos e por uma vez, não ter que treinar para derrotar um louco.
Liberdade, aí vamos nós.
...
Harry passou as mãos pelo rosto enquanto bocejava, ele olhou para as milhares de anotações espalhadas pela parede do quarto, se perguntando como os trouxas conseguiam conciliar tudo junto? E Ainda tinha aqueles que trabalhavam enquanto faziam faculdade.
Que loucura.
Ele ouviu uma batida no quarto e olhou as horas, estreitando os olhos confusos ele se aproximou da porta, deixando sua magia fazer uma varredura. Não encontrando ameaça abriu a porta, um sorriso quase cobriu seus lábios, enquanto encarava seu colega de curso. Os cabelos até no ombro meio ondulados e escuros, os olhos em um cinza escuro e o rosto perfeito.
- Ei Harry, a gente ta indo beber, aproveitar o final da semana, quer se juntar a nós? – Harry encarou os olhos escuros, sem certeza, então soltou um suspiro balançando a cabeça.
- Não vai dar Noah, eu to atrasado com alguns trabalhos. Talvez da próxima?
- Uma pena – Ele deu um sorriso o encarando e se afastou.
Harry apertou os lábios, a semelhança assustadora com Regulus Black havia deixado Harry doente nos primeiros meses, e a cada dia que passava, ele tinha mais e mais certeza de que deveria mudar de faculdade antes que cometesse um erro do qual se arrependeria.
Ele voltou para a mesa, tentando se concentrar, mas as horas passaram, se arrastaram e ele se viu encostando a cabeça na escrivaninha, enquanto lembranças e mais lembranças de Regulus vinham a mente.
Uma batida na porta o tirou do transe, era mais de meia noite. Ele caminhou até lá e abriu a porta, Noah estava ali de novo, o olhando com um sorriso. Ele não fedia a bebida e parecia estar bem sóbrio.
- Eu não bebi, antes que pergunte, não o suficiente para ficar bêbado, mas o suficiente para criar coragem.
- Coragem? Para o que? – Noah passou a língua pelo labos e avançou na direção dele, Harry travou de início, enquanto sentia os lábios gelados contra o dele.
Harry hesitou no começo, antes de fechar os olhos e corresponder. Ele puxou o garoto para dentro do quarto e voltaram a se beijar.
Harry se arrependeria disso no dia seguinte, arrumaria suas coisas e conseguiria uma transferência para outra cidade. Mas naquele momento, ele não conseguiu se impedir de se lembrar de Regulus.
Ele se odiaria.
...
1070 palavras.
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Nem Tudo Tem Cura
FanfictionHarry se forma em psiquiatria bruxa, cansado do mundo bruxo ele vai para o mundo trouxa tentar a vida. Após alguns anos trabalhando ele é reconhecido pelo seu excelente trabalho conseguindo ajudar seus pacientes. Harry então é chamado para cuida...
