Cap. 3

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~Eros~

Fico vendo os dois conversando e ver ela ficar corada após beber a taça do Diogo, isso me intriga muito, mas por que estou me importando com ela? prefiro evitar os pensamentos e mergulho na piscina. Logo depois meus amigos vem, menos Ayla, vou até ela e a empurro na piscina junto comigo.

- Que merda Eros, você é louco, não trouxe outra roupa seu bobão.

- Talvez? Depois pega uma roupa minha - diz imprudente.

- Tá.

- Vamos brincar de briga de galo.

- Ayla, você quer vir comigo - Diogo diz vindo na minha direção.

- Beleza.

- Vem comigo Larah a gente vai ganhar essa merda.

Larah sobe no meu ombro, e Ayla no de Diogo, Lee ficou de "juiz" e então começamos a "briga". Já estavam se segurando uma na outra, mas Ayla consegue derrubar Larah que a segura e puxa junto fazendo com que cai-se em cima de mim ficando uma pequena distância de nossos rostos e ficamos assim frações de segundos que nos demos conta e nos afastamos, quando olhei para ela novamente estava completamente corada.

- Você está bem Ayla?

- Es-estou bem Dio-go - diz tossindo.

- Você está muito vermelha.

- E-eu estou bem.

- Eros, você também está vermelho - Larah olha para mim.

- Eu estou bem - falo grosso e tossindo.

-Tá bom - fala meio preocupada.

Saio da piscina e vou para meu quarto, e fica um ar estranho com a galera, fico vendo eles se despedirem e irem embora da minha casa. Mas não vejo Ayla ir embora, escuto batidas na minha porta e mando entrar.

- Eros, você está bem? - Ayla vem andando até mim.

- Eu estou bem.

- Que bom. Então... tchau - diz meio desanimada e saindo do quarto.

- Ayla.

Ayla vira para Eros.

- Pegue essa roupa e se troque já, que só fica reclamando que não trouxe umas - entrego para ela.

- Onde é o banheiro.

- É ali - aponto para o porta.

Vejo ela andar até o banheiro e depois de ver ela sair com uma roupa minha, olhando para o chão.

- Obrigada por emprestar - diz agradecendo e corada.

- Só me devolva amanhã.

- Tá bom, Tchau.

- Tchau.

Vejo Ayla sair do quarto e fico vendo ela sair da mansão até desaparecer de vista.

- Mas que droga o que está acontecendo comigo, eu não sou assim - fala esfregando a mão no rosto - Que sentimento é esse? é melhor tomar um banho e esquecer o dia de hoje.

Vou até o banheiro e ligo o chuveiro no frio, sinto cada gota de água cair pelo meu corpo e imaginando novamente o rosto de Ayla, sinto meu membro estar um pouco duro com certos pensamentos. Saio do chuveiro para me aliviar dessa certa malícia e me troco. Vou em direção a escrivaninha e ligo notebook, para pesquisar lugares para levar Ayla, e o que está acontecendo comigo num dia só penso em mim e no outro dia que ela parece só fica na minha cabeça AAAAAAAAAAAAAAAAAAA, porque fui entra nesse desafio.

- Senhor Hidalgo, o jantar está servido.

- Estou indo - falo num tom de raiva.

Ando até a sala de jantar que já estava meu pai sentado na mesa comendo e sento.

- O que aconteceu para seus amigos irem embora cedo, achei que iam ficar até de noite.

- Não aconteceu nada.

- Teve alguma briga?

- Não teve nada - digo gritando, forçando a mandíbula.

- Não fala assim com seu pai, Eros - levanta da cadeira.

Saí da mesa empurrando a cadeira agressivamente, fui em direção ao meu quarto, quando entro fecho a porta com força. Blammm. Fico com tanta raiva que pego um porta-retrato qualquer e quase jogo na parede, paro, tentando me acalmar trago-o mais perto percebo que era uma foto antiga de quando era pequeno com a minha querida avó que falecera a muito tempo. Eu sei o que esses sentimentos siginificam, lembro de como era me sentir assim, tudo que sentia pelo amor e carinho de minha avó, e não quero sentir isso novamente, a dor de perder alguém que amo, esses sentimentos de tristeza e desolação após perder alguém é algo que ninguém deveria sentir e é algo que realmente não  estou disposto a repetir, estendo o braço e coloco o porta-retrato na estante. Olho para a janela e vejo Ayla na ventana de sua casa com um fone de ouvido, olhando para o céu com expressão de tristeza na sua face, vendo isso aqueles sentimentos voltam a aparecer, é como o da minha avó só que um pouco diferente, um pouco mais... Forte? Paro de olhar.

Para me distrair desses pensamentos e sentimentos penso aonde vou leva-la, em quais lugares, e o que vamos fazer nesse tempo, eu sei que ela gosto do arquiteto Antoni Gaúdi e aqui em Barcelona tem vários lugares das obras dele.

- Parc güell, La Sagrada Família, Casa Batlló, La Rampla, Palau de la Música Catalã e Parc de Montjuïc, pronto.

Fecho meu notebook e vou no banheiro e escovar os dentes, vou na minha cama e me cubro com o coberto, deito minha cabeça no travesseiro e adormeço.

Através do Fio VermelhoOnde histórias criam vida. Descubra agora