Após um grave acidente de carro, Jimin perdeu todos os movimentos e a memória. Seu veículo capotou várias vezes antes de cair no mar, e ele foi encontrado às margens de um rio por um casal humilde que vivia do outro lado da ilha. Sem lembrar de quem...
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Jimin caminhava pela praia, perdido em pensamentos sobre o sonho que tivera com um rapaz moreno, alto e tatuado, que sempre aparecia em suas visões, deixando-o confuso. “Quem será esse moço? Por que ele sempre aparece nos meus sonhos?” pensava Park.
– Pequeno, venha almoçar, está pronto! – chamou Jay.
– Já vou, Jay – respondeu Jimin, seguindo em direção ao quiosque.
– Está tudo bem, meu querido? – perguntou Jennie, com preocupação.
– Sim, está – respondeu Jimin.
Os mais velhos apenas assentiram, mas Jimin não conseguia tirar o garoto dos sonhos da cabeça.
Depois de um tempo e muita fisioterapia, Jimin conseguiu recuperar os movimentos. Os que o cuidavam, carinhosamente o apelidaram de Mochi, pois ele ainda não lembrava seu nome verdadeiro.
Ele não entendia por que não havia ninguém conhecido por perto, ou o motivo de sua amnésia, mas sabia que seus hyungs queriam apenas seu bem e cuidavam dele, independentemente de qualquer coisa.
....
Após o almoço, Jennie, como de costume, foi assistir às notícias na TV. Sentada no sofá da sala, ela observava enquanto Jay e Jimin lavavam a louça juntos. De repente, uma notícia chamou sua atenção.
– Hoje completam-se exatamente dois anos desde que nosso querido e amado Jimin nos deixou. Seus pais e amigos prepararam uma homenagem em sua memória. Para quem não se lembra, Park Jimin faleceu em 23 de dezembro de 2020, após seu carro capotar várias vezes e cair no mar. Infelizmente, seu corpo nunca foi encontrado – anunciava a repórter.
Chocada, Jennie desligou a TV e foi para a cozinha, onde encontrou Jimin e Jay ainda lavando a louça.
Jimin brincava com seu coelhinho, observando seus cuidadores trabalharem. Seu maior desejo era ajudá-los, mas seus hyungs não permitiam. Mochi ainda era atrapalhado demais para a função de garçom, então ficava observando à distância.
Estar naquela ilha era realmente divertido: brincar livremente, correr, ver o pôr do sol e o mar. Eram momentos preciosos para o garoto.
Mas havia uma saudade que ele não sabia identificar, algo faltava, embora sempre tivesse tudo. "O que será?", perguntava-se Jimin todo dia, sem encontrar resposta.
Apesar de não ter irmãos, Jimin vivia com seus pais adotivos e vários animais. Um dos seus preferidos era seu coelhinho, que por alguma razão trazia paz ao seu pequeno coração e despertava lembranças boas, mesmo que ele não soubesse exatamente do que se tratassem.
Enquanto brincava com o coelhinho, que apelidou de Kookie, Jimin teve um breve flashback.
– Quando a gente casar, vamos ter um coelhinho – sussurrou Jimin.
– Vamos sim, meu amor – respondeu uma voz desconhecida, que ele não reconhecia.
Mais uma vez, Jimin teve uma lembrança fugaz dessa mesma voz misteriosa. Ele sentia que precisava se recordar, mas ao mesmo tempo tinha medo do que poderia vir à tona.