Emmeline tornou-se vítima de bullying no momento que adentrou o ensino médio. Seu gênio tímido e calculista, além de sua exígua estatura, estava fora dos padrões de uma classe considerada sinônimo de autoridade, e talvez por isso o híbrido de coelho...
Céus, eu estava crendo que já havia postado o capítulo quatro pra vocês! Perdoem meu esquecimento, anjinhos.
Boa leitura!
••••••
Resiliente a Paixão
Capítulo 4: Desbloqueio de Sensações – Part.2
Brasil: Rio Grande do Norte – Natal
Sexta-feira, 11h58min.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ha, ele me lambeu...
Ele realmente me lambeu.
Em minha cabeça latejante, minha mente enervada reiterava insistentemente estas sucintas frases, como uma cantiga chiclete aborrecente. Encontrava-me estagnada naquela biblioteca vazia há alguns bons minutos, completamente perplexa e confusa com aquela tola provocação, que – devo ressaltar que estou odiando admitir esse fato, embora não seja em voz alta – abalou minha gata interior numa forma "positiva" – até demais –, que chegou a desregular meus batimentos cardíacos e meus sentidos, deixando-me parcialmente dormente. Como disse a pouco, passaram-se alguns minutos desde que senti sua língua macia e morna serpentear por meu lábio inferior, mas a sensação de pequenas correntes elétricas atravessando minhas veias permanecia firme, causando-me, vez ou outra, espasmos sutis e aleatórios por meu corpo; uma sensação esquisita, mas que estranhamente não incomodava a mim e nem ao meu lado animal. Muito pelo contrário.
O único lado realmente positivo que eu consigo enxergar no momento sobre isso, é que o corte em meu lábio inferior já não me importuna como antes, e aparentemente havia iniciado um processo de cicatrização mais rápida do que o padrão normal. Ômegas possuíam propriedades curativas em sua saliva, naturalmente para cuidar de seus filhotes e alfa.
— Não creio... — balbuciei em tom baixo, com um curto sorriso descrente em meus lábios, tornando aos poucos a minha plena consciência, enquanto negava lentamente com a cabeça.
É verídico que minha convivência em sala de aula com Jungkook nunca fôra saudável, exatamente desde o momento em que seus olhos redondinhos e curiosos pousaram sobre os meus no primeiro dia de aula; à primeira vista achei-o tão inocente. Em momento algum chegamos a ter uma conversa civilizada e/ou uma interação amigável durante esses três anos. Na verdade, eu nunca procurei modificar ou entender o motivo para com essa situação estressante, até porquê eu sempre soube lidar com cada uma de suas provocações imaturas e, por vezes, maldosas; elas não tinham peso algum sobre mim. Mas agora Jeon estava indo cada vez mais longe com suas brincadeiras, levando o quadro do problema a outro nível; estava começando a me afetar e eu não estou gostando disso.