Alyssan Cole cresceu rodeada de serviços reais. Sendo guarda do príncipe Aemond, ela descobriu coisas que foram omitidas de sua vida, e o nascimento de um dragão alertou não só Porto Real, mas toda a Westeros. Alyssan Cole era mais importante do que...
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— Tem certeza que não quer que eu vá junto? Se formos em Vhagar chegaremos mais rápido. - Aemond dizia enquanto me acompanhava até os portões.
— Sim, tenho certeza. - me virei - Já prepararam o barco para minha partida e Baela me aguarda em Driftmark. Voltarei assim que eu conversar com meu tio, tudo bem?
Aemond bufou mas assentiu, segurando meu rosto e selando meus lábios suavemente.
— Se cuida e não faça nenhuma besteira.
— Eu que deveria dizer isso a você. - revirei os olhos, beijando a ponta do seu nariz - Volto o mais rápido possível.
— Eu sei que volta. - sorriu.
Dei um último beijo em Aemond e me virei para sair junto de Harwin, ele iria me acompanhar até Driftmark. Entrei na carruagem e suspirei, encostando minhas costas no estofado. Não demorou muito para que chegássemos ao porto onde um barco aguardava. Tive que pedir autorização a Viserys para visitar a terra de sua prima, até porque, meu tio agora trabalhava para Rhaenys. A Rainha que nunca foi respondeu ao Rei que Baela me receberia na praia e me acompanharia até meu tio.
Me debrucei sobre a madeira e encarei o mar, suspirando ao sentir um pouco de enjoo. — Se quiser pode descansar no quarto, Aly. - Harwin parou ao meu lado.
— Está tudo bem, é só o movimento do barco. Nunca me dei bem com o mar.
— É normal, você nunca vai para Driftmark.
— Dessa vez é necessário. - sorri - Posso te fazer uma pergunta?
Harwin assentiu e eu o encarei.
— Meu tio alguma vez falou da minha mãe pra você?
— Seu tio e eu não éramos tão amigos assim, Alyssan. - bufei - Mas...uma vez ele estava vendo você treinar e soltou que você era idêntica a sua mãe, na aparência eu digo. Disse que você estava cada vez mais parecida com ela.
Aquilo me fez sorrir.
— Sente falta dela? - perguntou.
— Muita. - molhei os lábios - Antes da morte do meu irmão nós éramos muito grudadas. Depois do que aconteceu eu... - suspirei - não a vi desde então. Ela morreu e eu não pude ir ao seu enterro, na verdade eu nem sei se ela teve um.
Torci os lábios e funguei, passando a mão no rosto.
— Aposto que ela amava você. - colocou a mão no meu ombro - Todos amam.
— Nem todos. - sorri fraco.
— Mas os que importam sim. Olha, seu tio tem os defeitos dele, muitos defeitos na verdade. - soltei uma risada baixa - Mas ele te ama. Ele errou muito com você, mas nunca deixou de te proteger. Aemond também ama você, até eu gosto de você um pouquinho.