ᴀ sᴀɴғᴏɴᴀ ᴇ́ ᴘᴇsᴀᴅᴀ

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aqui, sozinha, no escuro, olhando para as estrelas, me pego pensando em tudo... meu tudo começa a se transformar em nada. O que está havendo? Já não sei mais... me sinto completamente exausta, posso fazer o que for, esse sentimento não passa. Me sinto confusa. Sobre sentimentos, pessoas, deveres, decisões. Estou tocando minha vida do mesmo modo que eu toco uma sanfona. Eu não faço a mínima ideia de como se toca uma sanfona. Ela é pesada demais pra mim, não combina comigo, mas pensando bem... eu não sei tocar nada, então fodasse, vou seguir assim. Mas, paro de novo, e percebo, tocar incansavelmente essa sanfona não esta me fazendo bem. Eu preciso parar. Mas, como? Se eu parar, eu vou perder alguma coisa? Afinal, o tempo não nos espera. Eu tenho medo. Medo de continuar com essa sanfona e me arrepender, ou quem sabe trocar, experimentar, a flauta, o violão, a bateria. Mudanças são boas, não são? Mas e se eu me arrepender? Esse "se" me acompanha em toda minha vida. Ele esta lá quando eu olho pra minha bússola e tenho que pensar se vou pro Norte ou Sul, quem sabe Leste ou Oeste. Que palavra do caralho. Eu odeio você "se". Porque é tão facil pra vocês, pessoas, seguir em frente sem medo de ser feliz e de arcar com as consequências. Como parar de me importar tanto com tudo e com todos? Mas que se foda. As pessoas não pensam em mim, porque deveria pensar nelas? Mas, calma. Não é assim, eu não sou egoísta. Essa luta constante com minhas diversas personalidades e desejos me matam. É como se eu me olhasse no espelho e não soubesse quem eu sou. Meus questionamentos são silenciosos. E por um instante indeterminado. Parecem sem respostas.

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