CAPÍTULO VI

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“Pois eu adoro a adrenalina nas minhas veias
Eu faço o que for preciso
Pois eu adoro a sensação
De quando eu quebro as correntes
Você me leva para o topo, eu estou pronto para
O que for preciso”

186k)“Pois eu adoro a adrenalina nas minhas veias Eu faço o que for preciso Pois eu adoro a sensação De quando eu quebro as correntesVocê me leva para o topo, eu estou pronto paraO que for preciso”

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- Whatever it takes, Imagine Dragons.

LEVI E AYME

LEVI E AYME

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1 ano depois.

- Levi, querido, acabei de receber uma carta do palácio. O rei Henry nos convidou para um chá.

- De novo!

- Meu amor, ele não tem mais amigos além de nós! Deveríamos ir.

- Mas já fomos na semana passada!

- Bom se você não quer ir diga logo. E não vai dizer que não gosta porque vejo como vocês dois se dão bem, estão sempre rindo de alguma coisa.

- É claro que eu gosto, mas temos trabalho a fazer, não somos como ele que pode mandar alguém fazer tudo que quer!
- Sei disso Levi. Mas pensa em como ele deve se sentir solitário naquele palácio enorme! E podemos deixar o trabalho para depois, papai pode cobrir você por uma tarde, não seria nada demais.

- Está bem! Vamos.

Levi sai da mesa e sobe as escadas. Eles optaram por continuar morando na casa dos pais de Ayme, afinal a casa era grande o suficiente e assim seria mais prático na hora de ajudá-los na plantação.
Ayme havia parado de vender as frutas na barraca, essa agora era a função de Levi. Plantar, colher e vender. Enquanto Ayme dedicou todo seu tempo ao que mais gostava de fazer, costurar. Ela era tão boa nisso que acabou por ser a estilista oficial do palácio, era bastante trabalho mas ela adorava.
Levi não era muito bom com as plantas e a terra, no começo tudo que ele plantava logo morria. Ele achava que não tinha dom para a plantação, ficava irritado e desistia. Mas sempre tentava novamente no dia seguinte. E assim foi, um dia após o outro, fracasso atrás de fracasso, aos poucos ele foi pegando o jeito da coisa. Mas não era realmente bom naquilo.
Ele nunca havia parado para pensar que sua vida seria assim dali em diante, depois de se casar essa seria sua rotina. Plantar, cuidar, colher e vender, esse seria seu sustento. Levi não era de ter uma vida sossegada assim, ele precisava de agito, de mais aventuras. Mas não podia sair por aí e deixar tudo para que Ayme fizesse sozinha, afinal eles tinham se casado, onde quer que ele fosse teria de leva-la junto. E ela não iria a lugar algum sem seus pais, que não podiam fazer viagens longas pela idade. Então Levi estava preso a Aquiles pelo resto de sua vida.
Parece que esse lugar que tanto gostava no início já não é mais tão interessante para ele.
Mas de nenhum modo se arrependera de se casar com Ayme, ele a amava, tanto que estava disposto a se sacrificar ficando ali. Pelo menos por hora.
Assim que termina de se arrumar desce as escadas e vai até a porta onde encontra Ayme o esperando impaciente.

- Até que enfim! Vem vamos, já estamos atrasados. Antes que Levi possa responder ela o pega pelo pulso e arrasta para a rua.

E assim eles vão até o palácio, o que já se tornou um hábito, já que Ayme agora trabalha para o Rei e a Rainha.

- Você está tão quieto. Está tudo bem? Ayme pergunta enquanto caminham.

- Estou bem!

- Tem certeza? Sabe que pode falar comigo sobre qualquer coisa.

- Tenho sim, só estou um pouco cansado, nada demais. Levi diz oferecendo um leve sorriso.

- O que acha que Henry quer nos contar de tão importante?

- Não sei mesmo. Ele não comentou nada comigo da última vez que nos vimos. Levi diz acenando para o padeiro que lhe comprava algumas frutas. - Acha que a Rainha Cateline vai estar lá também? Ela parece não gostar muito da nossa presença.

- Aposto que não. E para ser sincera, também não gosto dela, muito presunçosa, não gosto do modo como ela olha para você, toda atrevida.
- Senhorita Ayme Harrison você está com ciúmes de mim?! Levi começa a rir ao falar. - Não acredito!

- Parece de rir seu bobo! Ayme diz rindo também - É claro que tenho, já se olhou no espelho? Esse seu olhar misterioso faz qualquer um se interessar em você. Vai dizer que não tinha percebido como ela te olha?

- Na verdade não percebi, mal noto sua presença. E minha querida eu te amo, não precisa ficar com ciúmes, nunca te trocaria por nenhuma outra pessoa! Levi para de andar e puxa Ayme pela cintura dando um beijo nela.

- Acho bom mesmo!

Depois de alguns minutos eles chegam ao Palácio.

- Senhor e Senhora Meyer, o Rei lhes aguarda no jardim.

- Obrigada Jarves, vamos até lá. Ayme fala entrando pela enorme porta da entrada principal.

Levi segue Ayme até o jardim. Era o lugar de costume deles tomarem chá. Levi parecia até estar gostando dessa amizade, se sentia importante sendo um amigo íntimo do rei por assim dizer.

- Ayme, Levi! Como tem passado a semana? Henry pergunta se levantando da cadeira.

- Olá Henry. Passamos bem! Ayme diz animada como sempre.

- E você Henry, como está? Levi diz lhe dando um aperto de mão.

- Vou levando, pelas circunstancias atuais. Ele diz com uma expressão cansada. - Sentem-se e fiquem à vontade. Ele gesticula para a mesa farta de comida.

- Como assim? Ayme pergunta curiosa.

- Estamos com problemas com o reino de Silent Montais. Eles simplesmente se recusam a nos ajudar nessa guerra que se aproxima, e precisamos do máximo de homens que conseguirmos, não será nada fácil vencer Aremot, eles tem um exército muito bem treinado.

- Mas vocês tinham algum contrato sobre isso? Levi pergunta se interessando pelo assunto.

- Não exatamente, era mais um acordo verbal, e foi com meu pai. Agora que eu estou no trono ele se recusa a manter o acordo. O pio é que não podemos fazer nada quanto a isso. Meu pai tentou convencê-lo mas não teve sucesso, ele não vai voltar atrás. Suas palavras foram "Não tenho intenção de me aliar a esse Rei fraco, essa guerra já está perdida antes mesmo de começar."

- Meu Deus Henry! E agora? Não podemos simplesmente desistir! Ayme diz num tom preocupado que mal tocou na comida.

- Eu tenho algumas ideias em mente. No momento estou pensando em me aliar a Tethundra, o reino deles é bem grande. Vou mandar uma carta ao Rei de lá. E vou anunciar que estamos aceitando qualquer homem a partir dos 18 anos para entrar no treinamento e fazer parte do nosso exército. É a melhor opção que nós temos.
- É uma boa ideia! Se você precisar de algo pode contar comigo. Levi diz o encarando. - Estarei a sua disposição.

Naquele momento uma ideia começou a se formar na cabeça de Levi. Ele estava achando sua vida um tanto parada. Aquela seria sua chance, ajudar o rei poderia lhe render uma boa recompensa. Poderia chegar longe com isso. Poderia provar sua força e coragem.

- Obrigada Levi. Toda ajuda é bem-vinda.

Após a conversa eles voltaram para casa já a noite.

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