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Melody

Agora são 8h30 da manhã. Eu acordei agora e ainda estou deitada, olhando para a Kamyla, que dorme virada para mim, encostada no meu ombro. Ela está tão fofa dormindo, parece um anjinho. Fiquei alguns minutos assim, apenas olhando para ela, até ouvir alguém bater na porta.

— Entra.
— Falei um pouco baixo para que a pessoa do lado de fora ouvisse, mas sem acordar a Kamyla.

— Desculpa, eu acordei você?

— Não, já estou acordada faz um tempinho, estava aqui olhando o celular.
Gente, óbvio que eu não ia dizer que estava admirando a filha dele, né?

— Que bom. Você pode acordar a Kamyla para mim, por favor? A gente vai tomar café.

— Claro.

Depois que ele saiu e fechou a porta, fiquei pensando em como eu ia tentar acordar a Kamyla.

— Princesa, tá na hora de acordar, meu amor.
— Falei perto do ouvido dela e ela só resmungou, enfiando o rosto no travesseiro.

— Não vai levantar por bem? Então vai levantar por mal.

Como ela não respondeu, subi em cima dela, sentando na bunda dela. Me inclinei para frente, tirei o cabelo que estava perto do ouvido e comecei a falar baixinho:

— Vamos acordar, meu neném.

Vi que ela se arrepiou.

— Tá bom... você não quer levantar ainda? Então, plano B.

Comecei a beijar a nuca dela, beijos leves e molhados, fazendo com que ela pressionasse a cabeça no travesseiro. Eu até poderia rir disso, se não estivesse me aproveitando um pouco da situação. Como ela ainda não reagiu, passei a língua, desenhando círculos imaginários na nuca dela.

— Haaaaaa, Mel! Você não pode fazer isso na nuca alheia, pela sanidade mental das pessoas!

— Eu não estou fazendo na nuca alheia, estou fazendo na sua nuca.
— Falei baixo e devagar, com a voz um pouco rouca, no ouvido dela, fazendo-a murmurar algo que não entendi.

— Vai me dizer que não estava gostando? Se não estivesse, já teria levantado.
— Falei, mordendo o lóbulo da orelha dela.

— Eu me recuso a responder essa pergunta. Licença, Mel... sai de cima de mim, tá bom, meu amor? Eu já acordei e já vou descer. E eu não vou responder sua pergunta!

— Eu sei que você gostou.

— Oh, meu Deus... vou descer que é melhor.

Kamylinha

Eu falei que ia descer, mas acabei indo no banheiro primeiro para escovar os dentes e fazer minha higiene pessoal. Quando fui usar o banheiro, percebi que minha calcinha não estava em uma situação nada boa. Minha buceta estava pulsando e eu não sabia o que fazer com aquela merda de sensação.

Cara, a Melody é doida, não é possível! Quem é que faz isso com alguém que está dormindo?! Eu estava me aproveitando da situação? Estava! Mas isso não vem ao caso...

Acabei descendo com aquela sensação mesmo, porque não podia fazer nada. Não ia me masturbar na casa dos outros. Então simplesmente fui para a cozinha.

Quando entrei, a Melody já estava sentada, comendo. Quando me viu, me lançou um sorrisinho. Ah, que filha da puta... essa menina vai me enlouquecer. Sorri de volta. O único lugar disponível era ao lado dela. A vida, como sempre, ajudando.

— E aí, Kamyla, dormiu bem?
— Apenas assenti com a cabeça enquanto bebia meu café.

— Acordou rápido... mais rápido que o normal.

— Ah, eu tenho minhas técnicas, Hytalo. Ela não resiste às minhas técnicas.

Eu quase me engasguei nessa hora. Na verdade, o café desceu de uma vez e comecei a tossir. Olhei para ela e ela simplesmente riu. Simplesmente riu!

— Tá tudo bem, princesa?
— Perguntou com aquela cara de preocupação. Ô bicha fingida...

— Tô bem, só bebi o café rápido demais.

Ela assentiu e colocou a mão na minha coxa, apertando! Cara, essa menina quer me enlouquecer. Ela vai acabar estragando ainda mais minha calcinha.

Quer saber? Se ela faz isso comigo, vou fazer isso com ela também. Tirei a mão dela da minha coxa e coloquei a minha na dela, bem perto da intimidade, fazendo um carinho, às vezes deixando meu dedo roçar ali. Para terminar, apertei a coxa dela com força.

— Caralho...
— Ela falou baixo, mas deu para ouvir.

— Melody, você está bem? Tá meio vermelha.

— E-eu tô ótima. Deve ser o calor. Eu preciso tomar banho. Já terminei o café, então vou para o meu quarto.

Quando ela se levantou, chamei:

— Não me provoca, Mel... eu posso ir bem mais além do que provocações.
— Sussurrei no ouvido dela.

— H-hum...
— Ela meio que resmungou e arfou ao mesmo tempo. Olhou para mim, eu sorri, e ela subiu desesperada para o quarto.

É isso galera espero que estejam gostando...

amigas certo?Onde histórias criam vida. Descubra agora