caP 16

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Estamos todos andando juntos pela floresta

-aí merda- digo parando e colocando a mão na testa

Todos olham para mim

-eu esqueci a minha bolsa- falo com um olhar desesperado- sabe a minha bolsa

-bolsa? - Pergunta Eddie- eu não lembro de você com nenhuma bolsa!

-ela trouxe uma bolsa ? - pergunta Richie olhando pra Stan

-trouxe!- repondo - acho que esqueci na casa de Bev, seu pai já está em casa?

-ainda não...mas não sei que horas ele
Volta- ela responde cruzando os braços

-ok, então eu vou lá- falo saindo correndo para pegar minha bike- depois já vou pra casa, encontro vocês amanhã?

-a-a-amanhã vamos no esgoto! Não e-e-e-esquece!- Bill me lembra

-check- falo sorrindo ironicamente

-quer que eu vá com você? - stan pergunta

-sou grandinha Stan!

[...]

Vejo henry sentado no mesmo lugar que deixamos ele, com o machucado sangrando

aquelas aulas de teatro que mamãe me inscreveu verão passado valeram a pena, me senti até um pouco orgulhosa quando eles acreditaram na história da bolsa

-henry...

Ele me olha com os olhos brilhando, senti uma pontada no estômago com ele me olhando

- oque você quer?

É, a pontada já passou

- você tá prestes a ter uma convulsão, deixa eu ajudar nesses machucados

Henry parece pensar um pouco, e me dá uma resposta

- na minha casa ou na sua?

[...]

Meus pais estão em casa, sei que eles vão fazer perguntas se eu chegar com um menino sangrando em casa

Meus pais não são do tipo que proíbem tudo, acho que eles tiveram alguma coisa de romance proibido ou algo do tipo, como um Romeu e uma Julieta, papai dizia quando eu era pequena

Acho que eles não queriam que eu tivesse que escapar de madrugada para conseguir sair, ou mentir para eles

Mas mesmo assim, não posso chegar em casa com henry bowers, o menino de qual sempre reclamei, sangrando e explicar que agora sou louquinha por ele e que estou ajudando ele a não ter uma convulsão por ser atingido por uma pedra na qual eu e meus amigos jogamos

Parece loucura pensando assim

De qualquer forma fomos até a casa de henry, já que seu pai não estava

Entramos na casa e o constante cheiro de cerveja continuava lá...

Fomos ao banheiro, onde tinha uma caixa de primeiros socorros

Pego ela e me sento na pia, e puxo henry para ficar no meio de minhas pernas

Começo a limpar os machucados dele , que ficam bem melhores

Coloco um ban-daid e sorrio de ladino para o menino

Henry parece quebrado...não sei, mais do que o normal...

O menino apoia a cabeça em meu ombro e segura fortemente minha cintura enquanto coloca sua cabeça mais fundo na curvatura de meu pescoço

Coloco um de meus braços envolta de seu pescoço e faço um cafuné em seu cabelo, com a outra, massageio suas costas

[...]

Depois de um tempo, me despeço de henry, pegando minha bicicleta e indo ao encontro do meu doce lar!

Nós // Henry BowersHistórias para pegar e não largar. Descubra agora