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O matagal estava denso, escuro e silencioso, apenas pelo som de galhos se quebrando e passos firmes para não correr o risco de se desequilibrar em meio aquele estreito caminho. No meio disso tudo, um garoto caminhava, não tendo muita ideia de onde ia, mas também não ligava muito. O garoto estava começando a se cansar, ao finalmente parar, se escorando em uma arvore, ouve um som de água, talvez não muito distante de onde estava. Ao ouvir, rapidamente se recompõe, indo adiante, seguindo o barulho. Quando viu, o caminho se tornava mais fechado, até chegar numa espécie de porta misteriosa, que não abria de jeito nenhum.

" Que droga! Como irei entrar agora?" Pensava em alguma possibilidade, mas não encontrou nenhuma que não seja arrombar a porta, o que poderia resultar em sérios ferimentos.

Não ligando nem um pouco pros danos, apenas arrombou a porta com um chute, que fez a porta cair no chão, fazendo poeira e vagalumes voarem pelo ar. Ao olhar para o caminho, era cheio de plantas, como se a natureza tivesse tomando conta de tudo no lugar. Ficou cauteloso, mas seguiu adiante, pisando no piso aparentemente úmido, passando as mãos pelas plantas, quando viu, estava em frente a um lago com várias plantas, e uma enorme arvore que chamava toda a atenção para si. 

O lago era bonito, uma água limpa e transparente, grandes arvores de diferentes espécies predominavam, apesar da aparência triste do lugar, era extremamente aconchegante, com o cais em direção ao lago. O garoto ficou ereto, mas caminha querendo olhar mais o lugar, olhando para a arvore novamente, notando os vagalumes sobrevoando em volta.

Andou até a beirada do cais, sentando em seguida, olhando seu reflexo na água. Estava com uma touca preta que cobria grande parte de seu cabelo, seu casaco rosa da mesma cor de seu cabelo solto apenas por algumas mechas rebeldes, sua blusa azul escuro por debaixo do casaco e sua calça moletom branca que o deixava quentinho, juntamente com suas botas pretas igual a toca

 Tirou sua touca, deixando suas madeixas rosadas sentirem a brisa fria do lugar misterioso. Relaxou novamente, mas sentiu uma sensação estranha, não conseguia explicar exatamente qual, talvez fosse melhor ir logo pra casa. Sentiu novamente, mas, agora seguida por um barulho dos galhos se chocando, olhou para trás, não viu nada, olhou para o outro lado, mas sem sucesso.

Tirou suas luvas com farpas das arvores, mergulhando a mão no lago, sentindo a água refrescar sua mão cansada de tantas cicatrizes. O rapaz suspirou pesado, se sentindo relaxo. Tirou as mãos do lago, sua mão estava quase congelando, mas gostou da sensação.

Continuou olhando para o lago, tirou os sapatos imundos pela caminhada, mergulhando os pés na água gelada. Arrepiou-se, fechou os olhos para sentir mais da sensação. Poderia ficar ali a noite toda, mas se levantou com pressa, ao sentiu um olhar curioso o observando. Quando se levantou, foi para trás da arvore misteriosa, que tanto chama atenção. Se movimentou por de baixo dela, suspirando pesado e possivelmente irritado. Estralou a língua, logo lançado um olhar penetrante no meio de um matagal grande, cerrou os punhos.

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⏰ Última atualização: Sep 11, 2024 ⏰

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