Venda translúcida que me cega
Fazendo a vontade de viver, diminuir cada vez mais
Não por ingratidão
É um martírio puro, a situação em que me encontro
Poucos entenderão, talvez não seja pra ninguém entender
Só os que também gritam pelo coração, saberão o que digo
Os demais apenas julgarão
Entre julgar e não julgar
Muitas pessoas estão em primeiro lugar
O topo onde ninguém consegue chegar
Sentindo o calor que ninguém pode suportar
E você chora
Chora palavras jogadas em algures do seu coração
Se alegra tal criatura o fato de me ver sangrar, que assim seja
Se sei que aos poucos esse prazer te fará afundar
Não sou pura luz divina pra perdoar
Tão pouco depósito de martírios alheios pra aqui seus desafetos, despejar
