- contos independentes da série fair play
O amor e o futebol são sentimentos que mexem os corações, levando ao ápice da euforia.
E quando os dois se unem, há a penalidade máxima que o ser humano pode ter. Amar ou sofrer.
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TRENT ALEXANDER-ARNOLD
Eu tinha certeza que era um completo otário quando parei em frente ao café que a amiga da namorada do Hendo trabalhava e fiquei por uns vinte minutos esperando que a garota de cabelos escuros e humor elevado atravessasse a rua e entrasse para mais um dia de trabalho.
Bom, talvez eu estava muito obcecado por ela desde o dia em que a vi junto com Autumn quando elas foram ao centro de treinamento do Liverpool. Isso não acontecia comigo, na verdade, nunca aconteceu, mas sim, alguma coisa chamava minha atenção e eu não poderia ignorar o interesse que tinha por ela.
Grace tinha um sorriso que iluminava quem estivesse ao seu lado, mesmo que fosse um desconhecido. E parece que eu fui um dos contagiados por seu humor leve e alto.
Kiara tinha comentado que Grace era uma torcedora ferrenha do Liverpool, que ela amava o clube desde criança. A informação foi excelente para mim, já que não teria como receber um não, caso a chamasse para sair. Porra, ela sairiam com um jogador do seu time! Qualquer uma queria ter uma oportunidade dessa.
Parei de agir como um maníaco e saí do carro, atravessando a rua para entrar no local. Assim que passei pela porta, o sino tilintou e os olhos da garota do caixa quase saíram do seu rosto.
Vi que ela avisou suas colegas de trabalho sobre minha chegada e em instantes, Grace me fitou, engolindo em seco.
Ela piscou algumas vezes, um pouco atônita e ajeitou o avental rapidamente, pegando o bloquinho de anotações de pedidos e caminhou até a mesa que tinha acabado de me sentar.
— Bom dia! — sua voz saiu trêmula. — Deseja alguma coisa? — passei minhas mãos sobre o cardápio que tinha sobre a mesa, lendo-o sem muito interesse.
— Hum... Eu não sei o que pedir... — ela me observou, com um esboço de um sorriso em seus lábios. — Na verdade, eu acho que te conheço. — ela sacudiu a cabeça finalmente rindo.
— Ah, pasme, mas eu também te conheço, Alexander-Arnold. — fiz uma careta, me escondendo atrás do cardápio. — Muito prazer, eu Grace Harrison. — esticou sua mão para que a cumprimentasse.
— Trent Alexander-Arnold. — apertei sua mão, sentindo uma energia estranha passar por nossas peles.
— Se está procurando o seu amigo, sinto te dizer que ele está com a Autumn em Helsinque. — brinco rapidamente.
— Não. — sacudiu a cabeça. — Na verdade, eu vim aqui para conhecer o lugar, o Hendo falou que era um café legal e que quem sabe eu possa encontrar uma namorada assim como ele encontrou. — a sacudiu a cabeça.
— O Hendo te disse isso? — questionou, acho que minha fala não surtiu efeito.
— É. Foi sim. — engoli em seco, sem saber negar.
Meu amigo tinha me dito que o café era legal, mas não acrescentou a segunda parte, mas pelas coisas história que ele tinha contando a todos, ele e Autumn se conheceram ali.