Tom Kaulitz, o astuto e sedutor líder da gangue Devilish, nunca imaginou que uma simples missão o deixaria completamente hipnotizado. Ao cruzar o caminho de Layla Klein, a namorada do filho de um dos empresários mais poderosos da Alemanha, ele se vê...
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— Cara, ela podia ter estragado tudo! – Bill continua a falar incrédulo quando Layla adentrou a casa.
— Poderia, mas não estragou – Digo os encarando – Se ela não tivesse entrado novamente naquela porra, eu poderia estar morto agora. Dois caras entraram aonde eu estava distraído colocando os malotes no duto. – Pontuo fazendo o mesmo se calar. – E você nem pra me avisar! – Olho para Gustav.
— Eu não vi! E ela nem me avisou! – Gustav se defende.
— Você tinha que estar tomando conta das câmeras! – Reclamo indo em sua direção.
— Não importa, deu tudo certo, conseguimos – Georg se mete em minha frente tentando evitar uma briga.
— Então a Layla salvou a sua vida? – Bill pergunta em um tom irônico, provavelmente querendo me zoar por ter sido salvo por uma mulherzinha – E essa bala ai – Aponta para o meu braço.
— Foi de raspão – Digo me recompondo – Não está doendo não.
Está doendo um pouco, uma leve ardida. Mas já fui realmente baleado, essa dor aqui não é nada.
— Ela mandou bem – Georg solta chamando a nossa atenção – Digo, ela não surtou. E quando ela teve a chance de não pisar mais naquele lugar, ela entrou pra ajudar Tom.
Georg diz e por um momento todos nós ficamos em silêncio se encarando. Layla foi muito corajosa, ela me ajudou mas também arriscou a vida dela por isso. Ela não é da nossa gangue mas se arriscou como uma de nós, e eu nem sei mesmo o porquê.
— Você tinha que ver, ela atirou certinho na perna do babaca de primeira – Digo e deixo escapar um sorriso – Ela fez um teatrinho pro cara, e depois atirou nele para me soltar – Solto uma pequena risada lembrando – Ela é...
— Perfeita, né? – Bill me interrompe me fazendo fechar a cara e encara-lo – Eu pensei que ela iria amarelar.
— Já pensou ela sendo uma de nós? – Georg diz rindo – A nossa capitã, a única mulher da gangue.
— Estamos em um barco, porra? – Reclamo – Para de falar merda, combinamos de não meter ela nisso.
— Mas já metemos – Bill corrige – E foi você que meteu dando a ideia de coloca-la no plano como sua namorada – Ele aponta em minha direção me fazendo torcer a boca.
— A intenção era que ela visse a nossa realidade, com o que nos metemos e quem nós somos. – Me defendo – Todos que sabem quem nós somos treme na base só de saber que estamos chegando no mesmo ambiente, não quero que uma garota folgada seja diferente.
— É, mas agora temos que rezar para que ninguém tenha gravado o rosto dela – Gustav diz – Eu apaguei todas as imagens das câmeras, mas os reféns a viram.
— Ela não podia pensar que iria morar com 4 mafiosos e sair ilesa né? – Bill diz ríspido – Prometemos isso a ela, mas se ela achou que seria realmente assim ela é muito ingênua – Ele ri mas eu me mantive sério o encarando.