música do cap: Tenerife Sea - Ed Sheeran
Epílogo pela linda da mclarah ( leiam as notas finais Pf)
Um vento gelado entrou pelas grandes janelas daquele cômodo do palácio, não forte mas o suficiente para balançar o véu branco que haviam acabado de ajeitar sobre minha cabeça. Apesar do vento frio céu não poderia estar mais azul naquela manhã. Olhei meu reflexo no espelho pela milésima vez não acreditando no que via: eu parecia mesmo uma princesa de contos de fadas e eu estava estava prestes a me casar com, literalmente, um príncipe, no caso, um rei, o que coloca a situação em um patamar ainda mais surreal.
Algo repentinamente embrulhou meu estomago enquanto imaginava toda a família real, duques, duquesas, barões aguardando minha entrada e mais, esperando que eu os desapontasse e acabasse estragando tudo como outras já fizeram, justamente por ser uma plebeia. Respirei fundo e forcei um sorriso para o espelho e por ele vi Macy, uma das empregadas do palácio se aproximar das janelas, provavelmente com o intuito de fechá-la.
"Pode deixar aberta, May" pedi, pois eu definitivamente precisava daquele vento.
May era como eu havia apelidado Macy. Quando vim morar no palácio eles a designaram para cuidar do que eu precisasse, apesar de insistir que era completamente desnecessário. Afinal, eu já sou bem grandinha para uma babá. O que acabou acontecendo é que nos tornamos muito amigas, tínhamos praticamente a mesma idade e apesar do contrate gigante que existia em nossas vidas, ela me entendia melhor do que ninguém.
"Reza por mim, May. Do jeito que sou vou acabar tropeçando nesse monte de pano." Ri como se fosse uma piada, mas no fundo temia seriamente que isso acontecesse, até mesmo criei uma cena cômica ou trágica, dependendo do ponto de vista, em que eu ao subir o primeiro degrau da igreja da abadia de Westminster pisava no véu do vestido e caia de cara no chão. A comoção seria total, mil empregadas tentando me ajudar, meu nariz sangrando, e fim da história de contos de fadas.
Apesar da historinha dramática criada pela minha própria cabeça eu sempre achei mesmo que a minha vida estivesse destinada a ser, um conto de fadas fracassado. Me parecia, até alguns anos atrás, ser impossível sair de Bristol, mesmo estando a poucas horas de Londres. Já me imaginava cuidando de uns 30 gatos sem marido ou filhos. E esses planos solitários decorriam do fato de que sempre quando encontrava o que eu acreditava ser a felicidade eu mesma, de algum jeito, conseguia estragar tudo. Principalmente no quesito amor, sempre fui mestre em acabar com os meus relacionamentos em um estalar de dedos.
Foi só quando Louis apareceu que magicamente todas coisas pareciam encaixar, mesmo nunca tendo sido exatamente o meu sonho ser parte da família real (politicamente eu nem concordava com a monarquia, mas isso a gente releva). Louis sempre dava um jeito de me fazer sentir que aquele era o meu lugar, ao lado dele. E de todas as vezes que eu me esforcei pra destruir o conto de fadas que ele fazia a minha vida ser, ele mesmo moveu montanhas pra fazer tudo voltar a ser maravilhoso.
Tentei me sentar sobre a cama que ali estava e fracassei totalmente, a anágua do vestido não só me impedia de me mover, mas também de me sentar. Bufei irritada e pensei que eu jamais escolheria um vestido tão suntuoso se eu pudesse escolher, é claro. A estilista da família real fez isso por mim.
"Pelo amor, quanto tempo falta?" Provavelmente deixei a irritação transparecer mais que o planejado.
"Em 20 minutos vamos para a limousine, madame." a cerimonialista disse tentando parecer simpática, o que não deu nada certo. Ri em seguida disse irônica:
" Me diz como eu vou entrar na limo, é conversível por acaso? Ai talvez eu consiga ir em pé." Vi May rir e a cerimonialista virar os olhos.
Depois do meu momento de descontração a ficha caiu de novo: meu Deus, eu iria mesmo me casar... E mais, eu seria rainha. Mais uma onda de revira e meche no meu estomago.
"May, eu não posso mesmo ver a minha mãe?"
E antes que ela pudesse me responder a cerimonialista se apressou dizendo que era uma tradição, que antes do casamento não poderia haver contato entre a noiva e sua família. Revirei os olhos e decidi que me sentaria de qualquer jeito, já estava cansada de encarar o meu próprio reflexo.
Mil coisas se passavam ela minha cabeça e os minutos pareciam estar se arrastando, a impressão era de que o relógio havia parado logo quando eu estava mais apreensiva.
A espera parecia ter sido de séculos até que eu me encontrasse, finalmente, na porta da igreja. Encontrei Zayn superelegante de smoking, todos sorridente me esperando. Quando vi o brilho nos seus olhos, não tive dúvidas de que, apesar de sermos quase da mesma idade, não havia ninguém melhor do que ele para entrar comigo na igreja. Só de estar ali ao seu lado e já me sentia mais segura.
Talvez eu tenha sacado que estava mesmo muito bonita quando ele se embolou nas palavras e me elogiou dizendo algo como uma mistura entre as palavras encantadora e linda. Ri da sua cara de bobo e perguntei se ele estava pronto.
" Estou pronto desde o dia que seu pai me pediu pediu pra cuidar de você, ele certamente esta bem feliz com o partidão que arrumei pra você... Rei da Inglaterra, quem diria, pirralha."Ri da sua fala e dei um soquinho leve em seu braço por continuar me chamando de pirralha.
Respirei fundo e entrelaçamos nossos braços. O portão gigantesco da Catedral de Westminster se abriu, ouvi uma música clássica, violinos e tudo mais. A cerimonialista cutucou meu ombro indicando que poderíamos ir. Andávamos em passos lentos pelo extenso corredor, não sei da onde saiu, mas um sorriso instantâneo se instalou em meu rosto. A igreja estava lotada, mas eu não via mais ninguém. A sensação era de estar flutuando por aquele corredor, e aos poucos eu deixava de ouvir a música. É, talvez agora eu estivesse entendendo o que estava acontecendo.
[...]
Seria impossível determinar exatamente qual foi o momento em que me apaixonei por ele, não digo pelo príncipe, mas pelo Louis. Inclusive a primeira vez que o vi, naquela boate no subúrbio de Londres eu poderia jurar que ele era um menino como qualquer outro. E não vou mentir, não foi nesse momento que me apaixonei por ele, talvez não tenha sido mesmo amor à primeira vista, mas sim amor pelas sucessivas vezes que nos encontramos, por todas as nossas brigas idiotas, por todas as palhaçadas que ele fazia, pela sua voz, pelo seu jeito completamente aleatório e inusitado. Amor construído dia após dia, em que em uma semana estava tudo maravilhoso, enquanto na seguinte parecia não existir mais nada. E o mais incrível era o poder de renascer mesmo quando ambos parecíamos ter seguido nossas vidas, não precisava de mais nada era só os nossos olhares se cruzarem, exatamente como nesse momento, diante daquele altar, naquela catedral: encarei seus olhos azuis que pareciam mais brilhantes que nunca e tudo como uma passe de mágica fez sentido. O vestido bufante, a espera interminável, as aulas chatas de etiqueta, os curso de francês, as lágrimas, as brigas, as idas e vindas, tudo agora parecia encaixar perfeitamente e estar diante dele parecia ser a conclusão lógica perfeita, não havia como a nossa história acabar, ou começar, em qualquer lugar que não fosse ele diante de mim.
"Eu vos declaro, marido e mulher, rei e rainha."
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Bom, primeiramente, eu queria agradecer a Cacá (mclarah ) minha lindona, você é incrivelmente fantástica!
Muitíssimo obrigada por todas as conversas de madrugada resolvendo problemas de meia personagens e momentos tão conturbados. Você virou minha fada madrinha das histórias! Hahahah
Sabia que quando pedi que escrevesse o epílogo eu sabia que qualquer coisa que escreveria seria maravilhoso.
Então, milhões de vezes OBRIGADA!
Por tudo!
Té xx
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Fanfiction" Estou pronto desde o dia que seu pai me pediu pediu pra cuidar de você, ele certamente esta bem feliz com o partidão que arrumei pra você... Rei da Inglaterra, quem diria, pirralha. "
