Adaptação!
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O Jeon nunca imaginaria que sua vida de contos de fadas poderia acabar com um casamento arranjados planejado pelos seus próprios pais, como iria viver com isso?.
Ou
Uma pessoa fria que precisava se casar para ter um herdeiro tão es...
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Corrigido.
👰🏻💍🤵🏻
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Quando o Jeon ouviu uma voz grossa chamando seu nome, sentiu como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões. Sua barriga revirou, um arrepio percorreu-lhe a espinha e, por alguns segundos, seu corpo simplesmente congelou. Aquela voz não parecia pertencer a um homem velho, muito menos a alguém frágil. Era grave, firme e carregava um certo peso de autoridade. Aquilo, de alguma forma, o deixou... feliz.
— Jeongguk — a voz repetiu, dessa vez com um tom levemente impaciente. E, assim como da primeira vez, ele permaneceu imóvel. Nada. Nem uma resposta. Apenas o som abafado da chuva batendo no telhado e o eco daquela voz invadindo sua mente.
Seu coração estava disparado, batendo tão rápido que parecia prestes a pular pela boca. Mil pensamentos se atropelavam: O que vai acontecer agora? Quem é ele de verdade? E como vai ser minha vida daqui pra frente... casado... A palavra soava estranha, quase irreal, mas estava ali para lembrá-lo de que não havia volta.
— Sim? — respondeu, por fim, com a voz baixa, ainda hesitante. Virou-se lentamente, como se estivesse se preparando para ver algo que mudaria completamente sua vida. E talvez mudasse mesmo.
O homem diante dele era... lindo. Não havia outra palavra. O tipo de beleza que chamava atenção mesmo à distância, mas que se tornava ainda mais intensa de perto. O que mais intrigava Jeongguk, porém, não era apenas o rosto bonito, e sim o mistério por trás da máscara que cobria parte dele. Do lado exposto, uma cicatriz se estendia pela pele, e algumas marcas menores ultrapassavam a borda do tecido.
No pescoço, outras cicatrizes, algumas profundas, como se contassem histórias que ninguém ousava perguntar.
"Aconteceu alguma coisa no seu passado..." pensou, sem conseguir desviar o olhar.
Mesmo com aquela máscara e todas as marcas, ele era absurdamente bonito. Os lábios carnudos, de um rosa natural, contrastavam com o verde intenso dos olhos — tão claros que, por um momento, Jeongguk chegou a pensar que fossem lentes. A pele, apesar das cicatrizes, era bem cuidada, e no braço esquerdo uma tatuagem se misturava com arranhões e outras marcas. O conjunto, ao invés de diminuir sua beleza, parecia aumentá-la.
Só percebeu quanto tempo estava parado o admirando quando notou que o homem fazia exatamente o mesmo com ele. Um silêncio denso, quase palpável, pairava entre eles.
— Quero que você saiba que aqui tem regras — disse o homem, quebrando o silêncio. Sua voz era rouca, e Jeongguk pensou, quase sem querer, que aquele tom grave era natural e... absurdamente agradável de ouvir. Então piscou rápido, tentando afastar aquele pensamento. — E a primeira delas é: não ficar me admirando!
Jeongguk arqueou uma sobrancelha, mas não respondeu de imediato.
— Por que não posso lhe admirar? — perguntou, num misto de provocação e curiosidade.