Passeio noturno

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Oi jujubinhas, a quanto tempo não é mesmo, voltei para atualizar essa lindeza, espero que gostem e sem mais enrolação, fiquem com o capítulo agora

P.O.V Taehyung

Depois da saída de Jung Kook e Hoseok, me senti melhor, aquele mal estar passou, quero logo ir para casa, mas só a tarde quando minha mãe voltar que eu poderei ir, bom pelo menos foi isso que o médico disse, afinal foi exigências da mesma, ela até pagou a mais para que eu ficasse aqui, o que é incabível já que tem gente que necessita desses cuidados mais do que eu, porém não há muito o que eu possa fazer, espero que tenha lugares aqui para as pessoas que realmente necessitam, fiquei olhando pela janela do quarto onde estava, até me sentir cansado e dormir

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_O que faz aqui? Saia agora - Ouço alguém dizer, me encontro perdido em uma floresta, olho para todos os lados e nada, não vejo ninguém

_SAIA! - Ouço dessa vez um grito dentro da minha cabeça me fazendo tampar os ouvidos por instinto, começo a correr tropeçando em alguns galhos sentindo o meu coração bater descompensado no peito, ouço o farfalhar das folhas que são esmagadas pelo meus pés, de repente sinto um forte impacto me atingir pelas costas, inevitavelmente caio no chão, sinto um peso gigantesco em meus ombros

_Eu mandei sair - Escuto totalmente assustado, pois a ordem veio perto de meus ouvidos, apoio meus braços no chão e viro - me espantando, e tudo que eu vejo são olhos vermelhos como fogo, assombrosos e furiosos, sinto - me tremer enquanto lágrimas brotam em meus olhos, um som alto e animalesco, como um rosnado, surgi e então tudo fica preto.

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Acordo assustado sentindo meu coração doer, meu peito subia e descia em um ritmo acelerado enquanto sentia que o ar parecia faltar em meus pulmões, puxei aquela roupa de hospital tentando fazer o ar permanecer em meu corpo, o que foi isso? Senti meus olhos arderem, fechei os mesmos contando até dez tentando normalizar a minha respiração, em minha cabeça eu sabia que precisava me acalmar, mas estava sendo difícil, puxei o ar novamente, com mais força, conseguindo aos poucos, sorri aliviado por ter conseguido sozinho, geralmente Jung Kook me ajuda nessa situação, estava tão distraído com a minha conquista que sequer percebi a porta sendo aberta, me toquei que não estava mais só, quando a minha mãe tocou levemente o meu ombro

_Olá querido, como você está meu amor? - A mulher sorriu afagando os meus cabelos com a outra mão, me desvenciliei de seu contato reclamando:

_Para com isso mãe, eu não sou mais criança, sabia? - Ela da de ombros me ignorando

_Já está tudo certo, você está liberado para sair do hospital, o médico já deve estar vindo para assinar a sua alta - Minha mãe disse sentando-se na poltrona que havia no quarto, assenti querendo sair logo daqui, eu simplesmente odeio hospitais, vivi quase toda a minha infância preso em um, por causa dessa droga de doença, maldito parasita, sinceramente não sei ao certo o quanto da minha vida eu perdi por causa dele, mas foi significativamente ao ponto de eu chorar desejando a morte ao invés da tristeza e melancolia eterna, eu não podia fazer nada, vivia preso como um pequeno pássaro que não conseguia voar pois suas asas tinham sido arrancadas, suas penas cortadas como a esperança que eu tinha de que um dia iria melhorar e me ver livre desse parasita, teria a minha liberdade de volta, a minha vida, sem medos ou preocupações. Suspiro sentindo um bolo se formar em minha garganta, esses momentos me trazem angústias e memórias dolorosas

_Querido, vá se trocar, já está liberado - Sou tirado de minha pequena bolha por minha mãe, assenti novamente me levantando daquela cama desconfortável e com um cheiro horrível de hospital, vou precisar de um banho bem demorado na minha banheira para tirar dos meus lindos poros qualquer resquício de ter estado em um hospital.

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