29. QUER APOSTAR QUE VAI?

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POV Ana Carla

Minha alma pareceu sair do meu corpo quando a cadeira ao meu lado foi puxada e Robert despencando sobre ela usando o seu terno Dior preto, na maior pose de magnata.

- Ai meu Deus!- exclamei colocando a mão no peito.- Robert, o que faz aqui?

Marlon arregalou os olhos, fechando seu notebook no susto.

- O que você faz aqui?- Robert me devolveu a pergunta e seu tom de voz não me agradou nenhum pouco.

Era acusatório e desconfiado.

- Eu estou trabalhando.- Falei erguendo meu queixo.- Aliás, este é o Marlon, meu...

Robert nem se deu o trabalho de olhar pra ele.

- Eu não tô nem aí pra quem ele é, Ana.- disse me fazendo recuar.

Ele estava louco?

- Robert...

- Você vai vir comigo, Ana.- ele disse, o rosto vermelho, me olhando nos olhos.

- Eu não posso ir...- tentei falar.

- Pode sim.

Fiquei alguns segundos encarando ele.  Marlon nos olhava esquisito, as pessoas ao nosso redor já não prestavam atenção no seu próprio almoço.

Ele estava fazendo uma cena e tanto.

Respirei fundo.

- Robert, eu não vou a lugar nenhum com você.- Falei baixo, mas firme.

Ele soltou uma risada fria e ficou de pé.

- Quer apostar que vai?- perguntou.

- O que?

Não tive resposta, ele me puxou pela mão  e me jogou sobre o ombro, deixando todos ali chocados.

- Me solta!- guinchei quando ele saiu andando pelo restaurante.- Eu não paguei a conta!

- Deixa que esse babaca paga.- disse saindo porta a fora.

As pessoas nos olhavam e apontavam seus celulares pra nos.

Eu me debati, tentando fazer ele me soltar,  mas Robert me segurava firme, andando na direção oposta.

- ROBERT!

- Você vai me ouvir.- disse entrando pela porta rolante,recolhi o porcelanato do chão.

Ele estava na produtora.

- ROBERT!

- Para de se mexer.- Robert entrou no elevador e assim que as portas se fecharam ele me colocou contra a parede de metal e se grudou em mim.

Seus olhos famintos encarando os meus.

- VOCÊ ESTA LOUCO?- gritei socando seu peito.

Ele apertou um botão vermelho no painel de controle fazendo o elevador parar, seu nariz colado no meu.

- Estou.- disse com o maxilar travado. Meu Deus... que filho da puta gostoso!- Estou louco, alucinado... eu não consigo mais pensar direito, não consigo mais viver direito. Não consigo trabalhar, não consigo brincar com a minha filha, nada do que eu faço fica bom e a culpa é sua, Ana Carla.

- Minha?

- Sim, sua. Você Me tira do eixo, Ana.- ele disse baixo, fechando os olhos, minha expressão preferida estampando seu rosto.- Porra, garota, o que você está fazendo comigo? Olha só como eu estou por você! Cego de ciúmes,  fazendo escândalo, me rastejando atrás de você... É tão difícil assim entender que eu te amo? Que eu te quero? Que preciso de você?

Fechei meus olhos, respirando pesado, cansada de todo aquele estresse.

- Eu também te amo.- Falei, minha voz embargada.- Mas você me disse coisas...

- Me desculpa.- ele pediu, espremendo seu corpo no meu, me arrepiando por inteiro.- Pelo amor de Deus, me desculpa. Não me deixa, eu preciso de você.

- E como vai ser se eu te desculpar? Você sempre vai...

- Não.- ele me interrompeu, abrindo os olhos.- Eu jamais vou desconfiar de você... Eu... Ana... eu confio em você.

Ele também estava cansado.

Eu conseguia ver nos seus ombros caídos, na força da sua voz e se querem saber eu também estava cansada.

Olhei em seus olhos, admirando o azul cristalino ali... Robert era tão bonito, o tempo tinha sido muito generoso com ele, essa era a verdade.

Suas Mãos desceram para minha cintura e ele deslizou o nariz pelo meu rosto, aspirando,  deixando pequenos beijos pelo caminho até chegar em minha boca.

Nossos lábios se tocaram e como sempre acontecia uma explosão de sentimentos e sensações me inundou.

Eu o queria...

Aprofundei nosso beijo, minha língua invadindo sua boca, meus lábios sugando os seus e minhas mãos foram para o seu cabelo macio, puxando e trazendo ele para mim.

Robert puxou meu vestido até minha cintura, tocando minha boceta por cima da calcinha preta que eu usava.

Me afastei dele com um estalo.

- Vai querer guardar essa também?- perguntei debochada.

Ele sorriu torto pra mim.

- Essa não.- disse rasgando a peça,  me fazendo arfar com o atrito.

- Ah...- fechei meus olhos, escondendo meu rosto em seu peito.

Robert tirou as mãos de mim, abrindo sua calça apressado, voltando a me segurar e me erguendo do chão, entrelacei minhas pernas em sua cintura, voltando a beija-lo.

Uma rapidinha no elevador depois da discussão mais seria da minha vida?

Só ele pra me fazer ser tão... improvável assim.

Girei minha boca sua, seu pau entrando fundo em mim, me arrancando um gemido profundo.

Meu Deus, por que tão gostoso? Por que ele tinha que meter tão bem ao ponto de fazer eu não ter vontade de olhar para outros homens.

Chegava a ser errado a forma como ele me tinha.

Deveria ser crime.

- Rob...- Eu não duraria muito se ele continuasse naquele ritmo, metendo sem pausa, gemendo em meu ouvido.

- Vai gozar pra mim, bebê?- ele perguntou baixinho, lambendo meu pescoço.

- Vou...- choraminguei encostando minha cabeça no metal, meu erro foi abrir os olhos e dar de cara com a câmera de segurança.- Merda!

- O que foi?- ele me olhou, sem parar de fazer o que fazia.

Eu ri nervosa.

- A câmera.

- Que câmera?- ele franziu o cenho.

Arregalei meus olhos.

- Do elevador!

Robert olhou para trás e começou a rir.

- Que se foda.- disse voltando a beijar meu pescoço.- Tudo dentro desse prédio é meu.

Pois, sim.

Eu sabia bem disso, mas mesmo assim ainda tinha alguém olhando.

Não consegui pensar muito nisso, Robert alcançou um ponto mágico dentro de mim me fazendo cair em uma espiral potente de prazer.

 A BABÁ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora