Eu não posso acreditar que o bastardo do Sasuke acabou de me deixar assim.
Ainda estou fumegando uma hora depois, deitado no sofá e pulando de canal, incapaz de me concentrar em qualquer um dos programas ou filmes
exibidos na TV. Meus gatos estão deitados ao meu lado, distraidamente afago seus pelos sedosos com meus pensamentos girando em torno de uma pessoa e apenas uma pessoa.
Sasuke.
Eu odeio como ele saiu, e odeio como ele me fez sentir. Minha entrada está vazando, me alertando a cada segundo que passa dolorosamente e lentamente sem ele.
__ De onde você veio, seu cretino. - Murmuro baixinho enquanto desligo
a TV e puxo meu notebook debaixo das almofadas do sofá. __ E o que diabos
você está fazendo comigo?
Abro meu notebook coro levemente ao ver a última janela aberta. Uma fantasia explode na tela com detalhes gráficos gloriosos, hesitantemente pego meus fones e os empurro contra meus ouvidos. Em uma fração de segundos, minha cabeça se enche de gemidos de um ômega, e assisto fascinado quando ele se machuca na tela diante de mim. Meu fetiche. Meu pequeno segredo sujo. O que ninguém sabe sobre mim. Meus dedos correm entre as minhas pernas, empurrando minha calcinha para o lado e massageando ansiosamente o meu buraco. Estou pensando em Sasuke, e nem tentando lutar contra isso. Ele me excitou muito, me transformou em uma poça de frustração, necessitado e escondido atrás do véu de ser forte e independente.
Me pergunto o que ele teria feito se soubesse o quanto eu estava ansioso, o quanto esperava que ele me tomasse de qualquer maneira. Eu tive que construir uma pele grossa para sobreviver à vida. Não há espaço para ser vulnerável. É por isso que coloquei parede após parede, para me proteger. Mas com Sasuke, quero deixar todas aquelas paredes desabarem. Inferno, quero que ele as destrua, entre na minha vida com força e fique por força de pura vontade. Quero que ele se enterre na minha vida e nunca vá embora. Há uma conexão entre nós e eu me recuso a acreditar que sou o único a sentir isso.
O ômega na tela está sendo segurado por um alfa, um membro amarrado em
cada um dos postes da cama e com a mão do alfa na garganta. O ômega choraminga e chora quando o alfa força orgasmo após orgasmo, e eu solto um gemido mais alto enquanto assisto. Nervosamente, olho para a parede que compartilho com a minha vizinha. Porra, espero que ela não possa me ouvir. Continuo assistindo e trabalhando na minha entrada, movimentos ansiosos me levando cada vez mais perto de um orgasmo que sei que não deveria ter. Por impulso, chego à mesa de café ao lado da minha mesa de trabalho e abro a gaveta. Com os dedos trêmulos, procuro meu brinquedo favorito, mas ele não está lá. Afasto o notebook e dou uma outra olhada na gaveta, mas não há nada. Isso é tão esquisito. Por que continuo esquecendo onde coloquei minhas coisas?
Não querendo perder tempo precioso procurando o brinquedo, uso meus dedos. O ômega está sendo amordaçado agora, e o alfa está transando com ele. Estou tão perto que posso sentir minha
liberação na ponta da minha língua. Tão perto, mas nunca completamente. Logo em seguida, há uma batida na minha porta da frente. Os gatos correm para a entrada, e eu xingo baixinho, fechando a tela. Corro para a pia para lavar as mãos, mas a batida volta novamente, mais alta e mais insistente dessa vez.
Porra.
E se for a minha vizinha? A velha beta sempre reclama de quão alto são os gatos. Em pânico, chupo meus dedos em vez disso e abro a porta com nada além de meu pijama de gato e minha calcinha molhada. Os lábios de Sasuke se inclinam em um sorriso quando ele me dá uma olhada antes de entrar no meu apartamento. Afasto-me porque não espero, e ele entra como se fosse o dono do lugar.
__ Hum, com licença? - Digo e cruzo os braços. __ Você não pode simplesmente entrar aqui depois de me largar mais cedo.
__ Eu acho que acabei de fazer. - Ele pega uma maçã da minha tigela de
frutas, jogando-a no ar e pegando-a enquanto olha para mim. __ Não me
diga que você não queria que eu voltasse aqui para você, raposinha.
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Meu Perseguidor
FanfictionEra uma vez um monstro. Quando a noite cai, ele sai para colher almas. Ele é silencioso e invisível. Ninguém percebe quando ele ataca e depois se retira para as sombras. Nossos caminhos não deveriam ter se cruzado, mas sim. Um dia ele me vê. Então e...
