𝘊𝘢𝘱𝘪́𝘵𝘶𝘭𝘰 -2

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Só depois que ele tomou um copo de água fria, deitou-se por meia hora e admitiu para si mesmo que precisava de uma Poção para Dor — 𝑛𝑎̃𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑛𝑒𝑛ℎ𝑢𝑚𝑎, 𝑚𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑠𝑠𝑜 𝑙ℎ𝑒 𝑡𝑟𝑎𝑧𝑒𝑟 𝑢𝑚 𝑝𝑜𝑢𝑐𝑜 𝑑𝑒 *𝐼𝑏𝑢𝑝𝑟𝑜𝑓𝑒𝑛𝑜, Hermione havia dito, e Draco estava com muita dor para se importar — é que sua dor de cabeça começou a diminuir.

Ela e Ron prepararam rapidamente um quarto de hóspedes para Draco, perto do de Harry. E embora eles estivessem sendo cuidadosos e em silêncio para não perturbá-lo, Draco podia senti-los se arrastando inquietos ao redor dele e trocando olhares impacientes.

Ele tentou se concentrar na respiração. Ele ainda não tinha conseguido transformar suas respirações superficiais e de pânico em profundas e calmantes, mesmo que sua frequência cardíaca tivesse felizmente diminuído.

“Draco,” Hermione disse finalmente em voz baixa, “posso falar com você?”

Ele assentiu, mas não abriu os olhos.

“Ok,” ela disse. “Eu não quero apressar você, porque eu sei que você precisa se recuperar. Mas eu quero que você saiba que eu trouxe os documentos legais que declaram Ron e eu como representantes de saúde de Harry caso algo aconteça com ele. Eu sei que o que você viu na mente de Harry é confidencial, mas... você pode nos contar. Os documentos estão na mesa de cabeceira.”

“Okay,” Draco disse asperamente. “Vou dar uma olhada assim que puder.”

“Obrigada. E…” Ela hesitou. “Estávamos pensando se seria uma boa ideia dar a Harry uma Poção para Dormir para que ele possa descansar um pouco, já que parece que esse processo vai demorar um pouco. Gostaríamos de saber sua opinião — minha pesquisa tem sido frustrantemente contraditória sobre se seria útil ou prejudicial no estado em que ele está.”

Draco balançou a cabeça, fazendo uma careta quando o movimento a fez bater novamente.

“Ele precisa descansar, mas uma poção não vai ajudá-lo. Só o faria parecer em paz por fora enquanto sua mente o torturava em seus sonhos.”

Hermione suspirou. “Fiquei com medo de você dizer isso.”

“Ele vai dormir logo,” Draco a tranquilizou. Com esforço, ele abriu os olhos e piscou furiosamente até que seus olhos se ajustassem à luz. As cortinas estavam bem abertas, e o sol do início da tarde refletido nas paredes brancas fez suas têmporas arderem.

Hermione suspirou. “Espero mesmo que você esteja certo.”

“Está se sentindo melhor?”, perguntou Ron, que estava apoiado pesadamente no batente da porta, com um copo de água fria na mão.

“Chegando lá,” Draco disse. “Como ele está?”

“Não está chegando lá,” Ron murmurou enquanto se dirigia lentamente para a cabeceira de Draco, claramente odiando cada palavra. Draco não podia culpá-lo — ele os odiava também. “Você verificou aqueles documentos? Pode nos dizer o que está acontecendo?”

Com um grunhido, Draco sentou-se e pegou os papéis. Eram, de fato, relatórios do St. Mungous que declaravam que ambos tinham direito legal às informações médicas de Harry caso ele não pudesse consentir por conta própria.

Draco não sabia exatamente por que eles planejaram esse tipo de situação com antecedência, mas ele decidiu seguir em frente e ficar grato por poder contar a eles o que Harry estava passando.

“Ele não está revivendo a guerra”, ele disse, decidindo que era melhor ir direto ao ponto. “Ele está revivendo sua infância abusiva.”

“Oh, não,” Hermione murmurou.

 𝘖𝘭𝘩𝘰 𝘥𝘢 𝘛𝘦𝘮𝘱𝘦𝘴𝘵𝘢𝘥𝘦 - 𝑫𝑹𝑨𝑹𝑹𝒀Onde histórias criam vida. Descubra agora