Trânsito, transe tô, transe estou. Morto atropelado, morrendo de amor.
Um cidadão aglomerado escova seus dentes na faixa pedestre,
muito ocupado com o seu emprego, vaga sem devaneios.
Trânsito, transe tô, transe estou. Morto sequelado, morrendo de amor.
Já, já é sexta-feira; não poderia ser diferente.
Uma nova maneira de sorrir, de um jeito repetente.
Trânsito, transe tô, transe estou, morto violado, morrendo de amor.
Aquele frio tagarela sambando no metrô, com cheiro agradável.
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Carnaval Horizontal
PoetryNasce o salvador universal, das fezes menstruais de Maria. Ele ressuscitou da Cruz. Renascido, decapitado, o imaculado e hierárquico herói. Um êxtase, e uma espécie de descolonização. Uma nova espécie, uma nova humanidade. O carnaval horizontal, da...
