Vejo a silhueta de algo inanimado e desproporcional. Ele reza de olhos abertos suando cosmo.
Algo indefeso e delicado , como um passista Carioca.
Eu esperei pela sua volta , pela mudança , pelas suas recompensas. E lá do alto ele regojitava sobre mim a sua alimentação imunda.
Fumei um baseado como de pira , uma esbórnia rotineira de vagabundo.
Uma cortesia de merda se transformando em paisagens astrofísicas.
Prometendo a mim , trazer teu filho ao mundo.
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Carnaval Horizontal
PoetryNasce o salvador universal, das fezes menstruais de Maria. Ele ressuscitou da Cruz. Renascido, decapitado, o imaculado e hierárquico herói. Um êxtase, e uma espécie de descolonização. Uma nova espécie, uma nova humanidade. O carnaval horizontal, da...
