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Philippe

— Para de andar que nem uma barata tonta, Ph!! Elas já devem tá chegando. — Menor diz, tentando me acalmar.

Já passam das 21:15 e nada das meninas chegarem. Tô quase tendo um ataque de nervos aqui, como se estivesse indo casar com a marrenta e ela ficasse fazendo aquela palhaçada de casamento onde a noiva tem que se atrasar.

Espero que no dia do nosso casamento ela não se atrase, ou eu vou ter que ir até onde ela estiver se arrumando pra buscá-la! Onde já se viu! No dia mais importante da sua vida, tu vai ficar enrolando pra deixar o seu futuro marido passando mal de nervoso? Qual a graça nisso?

— Respira fundo, cara! Que isso, parece mais nervoso com isso do que com alguma invasão. — Menor continua falando no meu ouvido, tirando o pouco de paciência que me resta.

— O dia que tu estiver passando pela mesma situação que eu, vou ficar enchendo sua paciência também, pra você sentir como é bom!

— Calma, cara! Pra que tanto estresse. — ele diz, levantando as mãos em rendição — Quer ficar mais calmo? Pois eu tenho uma notícia maravilhosa pra você.

— Anda, desembucha!

— Sua namorada tá vindo bem ali. — ele diz e aponta pra minha marrenta andando no meio da multidão de gente que tá aproveitando o baile. Meus vapores fizeram exatamente como combinado, e se colocaram ao lado dela, da minha mãe e das outras meninas que vieram.

Elas passam por geral, logo em seguida sobem até o camarote onde estamos e começam a cumprimentar todos que já estão por aqui.

— Finalmente as princesas terminaram de se arrumar! — Menor diz a elas quando todas se aproximam de nós — Precisavam passar todo esse tempo só pra se vestir e passar uma maquiagem na cara?

— Claro, queridinho. Acha que a gente vai se arrumar toda meia boca que nem você? — Pietra, uma amiga da Thalita, diz.

Menor, que não perde tempo, já se aproxima dela com um sorrisinho, dizendo:

— É porque eu não preciso me arrumar pra caralho assim. — ele passa as mãos em seu próprio corpo — Olha como eu sou maravilhoso!

— Tá precisando de um espelho, por acaso? — Pietra diz, mas olhando fixamente pro meu amigo. Esses dois eu não sei não, hein!

— Cê tá com inveja da minha beleza magnífica! —  ele diz, mas Pietra começa a se afastar indo em direção ao bar. — Volta aqui, que eu ainda não terminei de falar!

Ele vai atrás dela, me deixando sozinho com as outras mulheres. Olho pra Thalita, admirado com o quanto ela ficou maravilhosa no vestido que comprei pra ela. Minha mulher parece brilhar entre as outras pessoas do baile, fazendo com que todos olhem pra ela com muita admiração. 

Eu me emociono em pensar tudo o que passamos até chegar aqui. Estaria mentindo se dissesse que não me arrependo de nada, pois o fato de ter me aproximado dela por causa de um plano idiota que inventei me deixa com raiva do meu eu do passado.

Tá certo que eu só usei essa ideia de plano pra tentar justificar meu interesse em me aproximar da marrenta, mas ainda sim foi muito babaca da minha parte, considerando o fato que ela já havia passado por isso antes e vivido um verdadeiro pesadelo com o maluco do Benjamin. 

Me aproximo da minha mulher,  a abraçando apertado e dando um beijo em seu pescoço, fazendo a marrenta se arrepiar todinha, o que me deixando animado pra caralho.

— Vocês demoraram pra porra, hein! — digo, levantando meu rosto para olhar em seus belos olhos castanhos.

— Essa é uma noite especial, meu amor! Temos que estar maravilhosas para comemorar esse momento juntos. — a marrenta diz, sem fazer ideia do real motivo de estarmos todos aqui, nesse baile.

Tá certo que eu havia dito que essa noite iríamos comemorar que eu fiquei vivo, mas o que ela não imagina é que essa é a noite em que tudo mudará nas nossas vidas. Cada detalhe desse baile foi pensado para a surpresa que farei a ela.

A primeira de muitas surpresas que ela terá!

— Bem, então vamos aproveitar essa noite especial, minha marrenta linda!

A abraço pela cintura, nos aproximando da grade do camarote. O baile tá lotado de gente, todos com seus copos na mão e dançando como podem pela falta de espaço.

MC Livinho canta com vontade a música "Cheia de Marra" no palco, a batida da música estrondando as caixas de som, e eu estou no lugar certo, agarrado na minha mulher, na minha marrenta, cantando a música baixinho em seu ouvido, fazendo seus pelos arrepiarem e seu corpo estremecer de leve pela minha cantoria.

A marrenta não deixa barato, começando a rebolar a bunda lentamente, fazendo meu pau começar a enrijecer dentro da roupa. Aperto sua cintura, a mantendo parada, em uma tentativa de acalmar meu tesão desenfreado por essa mulher atrevida e cheia de marra.

— Thalita, Thalita. — digo, a repreendendo pela atitude. A safada ainda tem a cara de pau de se esfregar ainda mais em minha pica e dar um sorrisinho malicioso. — Tu tá brincando com o fogo, marrenta!

Ela sorri ainda mais, sentindo o quão animado eu tô ficando com essa dancinha particular dela. Seu quadril remexe de acordo com o ritmo da música, e sua bunda rebola gostoso bem em cima da minha pica, me enlouquecendo de tesão com seus movimentos.

Tentou me enganar
Não quer mais parar
Tu pagou pra ver
Que dó de você

Tá cheia de marra essa menina
É só porque não me provou
É formada, dá aula, ensina
Só que hoje eu sou teu professor”  —  Justamente quando MC Livinho acaba de cantar, a marrenta para a dança torturante, me olhando de forma provocativa e mordendo os lábios quando diz:

— Cansei de dançar, acho que vou pegar uma bebida.

E simplesmente sai, me largando com o pau a meio mastro, louco pra entrar naquela boca dela e borrar todo o seu batom. Maldita marrenta gostosa do caralho!

Admiro a marrenta andando pelo camarote do baile, reparando na sua bunda gostosa se movendo enquanto ela anda, hipnotizado por seu belo corpo desenhado naquele vestido vermelho que não deixa quase nada para a imaginação.

— Pronto para fazer sua surpresa, parceiro? — Menor diz, aparecendo do meu lado do nada.

— Caralho mano, que susto da porra! — respiro com calma, sentindo meu coração acelerado pelo susto. O susto foi tão grande, que meu amigão que estava animado em ver a marrenta, murchou com tudo.

— Ei, relaxa aí. Tava tão concentrado na sua mina que nem percebeu seu amigo chegando. — ele zomba da minha cara, mas logo retoma o assunto. — E aí, pronto pra fazer a sua grande declaração de amor?

Olho pra Thalita toda maravilhosa bebendo sua caipirinha enquanto conversa com as meninas. Meu coração bate mais acelerado, não por medo, mas em compreensão que estou fazendo a escolha certa.

— Nunca estive tão pronto como agora!

Amor Proibido (Elos De Amor #1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora