Capítulo III - N-não (Parte II)

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A semana foi relativamente entediante para um geek que só pensava em seus animes, mangás e eu seu namorado.

Ele não aguentaria mais uma aula com aquela professora estúpida.

Bom, Louis pensou, talvez ela sofra do mesmo problema que o meu. Falta de sexo.

Mas, sinceramente, o nerd achava que as áreas ao sul da profressora já deveriam estar empoeirada.

De qualquer jeito, era quinta-feira, e o de olhos azuis não poderia estar mais ansioso.

Encostado em seu armário, ele esperou seu amigo chegar pacientemente, já que os dois iriam tomar sorvete.

— Lou! — Liam o chamou, sorrindo. Zayn estava junto, com a mão firmemente presa na cintura do de olhos dóceis.

— Oi, Ziam. — Era uma forma prática que o pequeno criara para chamar os dois. — Eu não trouxe dinheiro, então, iria pedir para você comprar o meu sorvete. — Suspirou, fingido. — Mas como seu namorado irá pagar para você, ele irá pagar para mim também.

Mal terminou seu monólogo, e começou a andar, ignorando os rostos incrédulos de seus amigos.

— Folgado. — Grunhiu o Payne.

Zayn somente riu e revirou os olhos.

Isso sempre acontecia.

Quando sexta-feira chegou, a ironia do destino não poderia ser maior. Louis jurava para si mesmo que já haviam se passado, pelo menos, trinta minutos da última vez que olhou para o relógio, mas sempre só haviam se passado um minuto.

Tédio poderia ser o nome do meio de Louis Tomlinson naquele momento.

A voz monótona do professor perfurava seus ouvidos e ele queria bufar.

Por algum motivo, seu namorado não tivera aula hoje, o que era totalmente injusto.

Harry era do terceiro ano do médio! Era o cacheado que deveria estudar mais.

O de pele morena fechou os olhos. Não faria mal dormir um pouco... Aquela era a última aula do dia, de qualquer forma.

Se remexeu desconfortável com a nova sensação. Aquelas mãos tão conhecidas, com as palmas macias e quentes acariciavam sua pele, todo o seu corpo, deixando um rastro fervente por onde passava, massageando acariciando. Era bom. Lábios encostaram em seu lóbulo, e, então, uma leve mordida foi desferida ali. O de olhos azuis sentiu quando os lábios se separaram para lhe sussurrar:

— Ei! Garoto, acorda! — Trêmula e fina. Era assim que a voz soou, lhe assustando.

Uma senhora estava parada na porta, olhando para o pequeno de um modo ameaçador.

Ainda com um pouco de baba escorrendo por seu queixo, ele se desculpou, envergonhado. Arrumou rapidamente seu material e saiu da sala sem olhar para trás.

Agradeceu mentalmente por não ter uma ereção no meio das pernas e seguiu até a entrada da escola, rezando para que Harry ainda estivesse lá.

O vento frio lhe atingia o rosto, e ele não viu seu namorado por lá, mas sim, Dona Anne, que estava na frente de seu carro branco.

Louis sorriu, doce, e logo perguntou:

— Aconteceu algo?

Anne riu e negou com a cabeça.

— Não, não. O carro do Hazz quebrou, e, como eu estava de saída, ele me pediu para te buscar.

— Desculpe o incômodo. — Tomlinson sussurrou.

— Sem problema, querido.

A viagem foi curta e com poucas conversas. Quando chegaram na grande casa dos Styles, Louis logo desceu, agradecendo a Anne por ter lhe buscado.

Basicamente, 1/3 do quarda-roupa era do nerd, então ele nem se preocupava em trazer roupas.

Subiu rapidamente para o sótão, e ouviu o som do chuveiro ligado.
Perfeito.

O nerd, ainda com suas roupas da escola, se jogou na cama, esperando com um sorriso malicioso.

Ao que o de olhos verdes saiu do banheiro, com apenas uma toalha enrolada em sua cintura, se surpreendeu ao ver o pequeno em sua cama.

Louis se levantou e andou até o rapaz de cachos lentamente, lambendo os lábios. Ficou de frente ao maior e hesitou antes de colocar suas pequenas mãos na nuca dele, puxando-o para si. Os lábios se encontraram preguiçosamente, fazendo pequenos estalidos devido a saliva. Com as línguas se acariciando, o geek escorregou sua mão dos cachos ao ombro de Harry, fazendo um carinho na pele molhada. Com um pouco mais de pressa, os dedinhos finos fizeram um caminho até o abdômen do maior, acariciando suas tatuagens, contornando-as.

Quando o cacheado soltou um pequeno gemido entre o beijo, Louis não conseguiu se segurar e arranhou o abdômen do mais alto, levando sua mão até a borda da toalha do maior, derrubando-a no chão.

Escorregou um pouco mais a mão e levemente tocou, com a ponta dos dedos, o pênis de Harry, sentindo a textura.

N-não. — Murmurou, desconcertado.

Separou seus lábios do seu namorado para absorver a glória que badboy era.

Os olhos dele estavam arregalados, mais verdes do que nunca. Lábios inchados pelos beijos, maxilar travado e o cabelo bagunçado. Algumas linhas fracamente vermelhas pelo arranhão e, céus, aquelas coxas fortes.

O queixo de Louis caiu ao ver o tamanho do pênis de seu namorado.

Infelizmente, não teve muito tempo para encarar cada parte daquele corpo, já que o mais alto pegou sua toalha e voltou para o banheiro.

Incrédulo era pouco para o que Louis estava naquele momento. Grunhiu extremamente raivoso.

Babaca.

Segundo item da lista: Falhou.

Hey, Badboy!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora