A camareira XVIII

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***A camareira ************
Capítulo 18 - A perereca rasgada

Autora: Sara R.
#sararussinholi

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- Como isso aconteceu? Você tem certeza? Ele perguntou,  mas ele mesmo sabia a resposta
- O marginal! Ugrrr! Socou o ar mordendo as mãos
- Não tem como não ser ... tá vendo a cicatriz aqui do lado esquerdo, ninguém pode ter a mesma cicatriz
- Eu já vi , mas nem te perguntei,  é que você é tão linda , e ela então... suspirou
- Eu fiquei pendurada por um galho em um pé de manga , Kiraz estava comigo , fiquei presa pela calcinha , era moleca,  tinha 11 anos na época,  subia nas árvores de vestido mesmo , aí nesse dia fiquei apavorada e por fim rasguei a perereca no galho , ainda caí lá de cima . Na época o rasgo era grande,  fui crescendo a cicatriz foi diminuindo,  mas tenho certeza que é ela
- Aiii meu coração,  Yaman levou a mão no peito
- Não fique assim ! Pelo menos não mostra o rosto,  ninguém vai saber mesmo , e também quem vai querer foto de uma perereca rasgada
- EU!! Eu vou saber ! Meu Deus !! Mordia as mãos! Queria gritar e fatiar o marginal em 50 partes
- Ninguém pode ver essa preciosidade,  lamentava
- Agora não tem jeito , muita gente já viu , mas se você conseguiu tirar o pintão do ar , vai conseguir da florzinha também
- Claro! Não se preocupe,  eu vou tirar e vou tirar agora !
Nem se despediu e saiu
- Espera!
- Nossa ! Que pressa pra tirar a perereca rasgada das redes , entrou para dentro de casa

Yaman acordou meio mundo de gente e colocou a outra metade que já estava acordada para tirar a perereca rasgada do ar
- Isso não pode ser! De agora em diante está proibido tirar selfie pelada,  só eu posso ver , e é melhor ao vivo

Varou madrugada afora até que finalmente a perereca saiu do ar
- Graças à Deus! Agora posso descansar em paz ... o telefone toca
- Chegou? Pois muito bem , estou indo acertar as contas com esse marginal

Baltazar,  o marginal , acabava de pisar de volta em terras turcas
- Graças à Deus! Beijou o chão
- Não agradeça ainda! Yaman o recebeu com um soco
- Onde está o maldito telefone? Deu outro soco
Oguz segurou Yaman
- Calma chefe! Se matá-lo não vai conseguir informação nenhuma

Yaman respirou um pouco
Baltazar seguia imóvel
- É um frouxo mesmo , dá um jeito de acordar esse molenga

Oguz tacou um balde de água no meliante
- Onde está?
- Quem ? Acordou tossindo,  engasgando com a água e apavorado,  Yaman já estava agarrado no pescoço dele
- O celular que você roubou da minha namorada
O meliante deu uma boa olhada em Yaman,  quem era a namorada desse homem ? Ele já tinha roubado tantas pessoas
- Eu não sei...
Yaman deu mais um soco
- Diga !
- Aiii , espere ! Eu passo tudo para o meu primo,  ele que fica com os celulares
- Onde ele mora ? Como vou achá-lo ? Fale ou te mato
Baltazar deu todos os dados de como achar o primo , Salazar , mais um pouco,  dizia até qual a cor da cueca o homem usava

- Suma com essa escória das minhas  vistas
Oguz assentiu
Antes de ir atrás de Salazar Yaman agarrou Baltazar pelo colarinho
- Se você fizer mal a mais alguém te despacho desse mundo ! O jogou no chão
Baltazar só assentiu , não faria nada mais, nenhum ato ilícito,  planejava até voltar a estudar , deu graças à Deus por ter voltado para casa

- Azar foi o destino ter colocado você na minha frente,  Baltazar,  Salazar,  olha o azar que me trouxe!
- Como pode uma coisa dessa ? A florzinha do meu amor estar aí vagando nas redes, que raiva! Ia falando sozinho e socando o ar
- Agora tenho que achar essa peste desse Salazar,  só tem azar nessa família, ugrrr!

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