13.

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Chase Hudson.

Os olhos de Suzan deixavam transparecer o medo que percorria por seu corpo, isso era ótimo.

Ela andou para trás e acabou batendo as costas em uma estante que tinha no quarto.

— Agora está com medo? Nem parece a mulher corajosa que tentou me matar a pouco tempo e logo em seguida roubou uma boa quantia de mim. - Falei me aproximando.

— Aquele dinheiro também era meu! - Ela disse, eu ri.

— Eu não ia te deixar sem dinheiro quando nos divorciamos, acontece que você quis ser mais esperta e gananciosa que eu.

— Até parece que esse dinheiro vai te fazer alguma falta, Chase. Você só é um psicopata que fez questão de viajar para Paris só para me amedrontar. - Ela disse.

Empurrei Suzan fazendo com que suas costas ficasse totalmente colada na estante, meu corpo prendia o seu para que ela não tentasse fugir.

— Psicopata, eu? Claro que não. Só quero o que você levou de mim para que eu possa enfim voltar a minha vida em LA.

— Como assim de volta? Eu não tenho como devolver tudo, eu gastei com passagens, roupa, hospedagem. - Ela se explicou.

— Bem, então vamos ter que resolver isso de outra forma. - Falei.

Suzan me encarou e então em algum ato de loucura tentou me beijar, a empurrei.

— Ficou louca? O que está fazendo? - Perguntei ao me afastar.

— Achei que podíamos relembrar os velhos tempos e aí minha dívida estaria paga. - Ela disse, gargalhei.

— Você tem usado drogas com péssimas qualidade por aqui. Eu não quero mais nada com você, se quisesse não teria pedido o divórcio. Você vai pagar essa dívida de um jeito melhor.

— O que você quer?

— Sei que tem frequentado as melhores boates, bares e baladas por aqui. Também lembro que você era uma puta de uma aspiradora de pó nas festas que íamos em Los Angeles, esse é um dos motivos pelo qual eu nunca fui apaixonado por você. - Falei e ela revirou os olhos.

— O traficante de drogas incomodado por que a mulher dele usava drogas, que irônico.

— Quero que você seja meu contato por aqui, que arranje um contato de algum traficante por aqui para que possamos trabalhar juntos e eu disponibilizar nossa mercadoria para Paris. - Falei, ela riu.

— Você tá maluco? Acha que eu vou ser sua aviãozinha por aqui? Nunca!

— A segunda opção é ser morta e ter o corpo desmembrado e despejado no Rio Senna. O que prefere, Suzan? Você sabe muito bem que eu não estou brincando, você tentou me matar, me roubou e eu estou te dando a opção de trabalhar nos negócios e continuar morando aqui, viva.

— Eu não sei fazer essas coisas, Chase.

— Claro que sabe, antes de eu te acolher lá em casa você era puta naquela boate podre daquele velho mexicano, você sabe muito bem como as coisas funcionam. - Falei sério.

Ela me encarou por um tempo.

— Tudo bem. - Ela disse. — Mas você precisa me pagar uma boa quantia para que eu possa me manter em Paris e também preciso da segurança de poder falar com você quando tiver dúvidas. - Ela disse.

Concordei.

Meu plano inicial era matá-la, com toda certeza, mas eu acabei tendo ideias melhores para expandir meus negócios para a Europa, e Suzan seria obrigada a trabalhar para mim já que a mesma não tem um tostão no bolso para pagar a dívida do que me roubou.

skyfall, chacha.Onde histórias criam vida. Descubra agora