Taylor on:
Bill me olhou compreendendo meus motivos; eu sabia que ele queria dizer ou comentar algo sobre a minha decisão.
- Bill - chamei sua atenção - me leve para casa, por favor - pedi com um leve tom de angústia na voz.
Bill apenas sorriu e concordou em me levar para casa. Depois de um tempo, já estávamos lá. Bill ficou um pouco mais, bebemos e nos divertimos, mas logo ele teve que ir embora. Ele pediu que eu esperasse, pois queria se despedir de mim, e eu concordei.
Deitada na minha cama, fiquei mexendo no meu smartphone, lembrando da época em que estava fora, das vezes em que fiz shows, e ri sozinha.
Eram exatamente 4 da manhã quando meu celular vibrou com uma ligação. Ainda meio sonolenta, peguei o aparelho sem olhar o número ou quem estava ligando e atendi.
- Taylor? - perguntou uma voz do outro lado.
Eu apenas respondi "hum?" por pura preguiça de dizer "sou eu".
- Nossa, pensei que nunca mais ia te encontrar, estou muito feliz! - disse o homem animado.
- Para ser sincera, quem está me incomodando? - parei de falar, olhei o celular para ver a hora e voltei a colocá-lo no ouvido - quatro horas da manhã? - comentei.
O homem riu do outro lado.
- Quando você estava de intercâmbio, foi a uma boate e me conheceu. Nós ficamos, transamos e no dia seguinte você desapareceu. A única coisa que deixou foi seu número e seu nome. Procurei por você na cidade inteira, mas você sumiu - explica ele.
Afasto o celular do ouvido, passo a mão no rosto e me aproximo novamente.
- Eu me lembro de você - digo - só que você não me disse seu nome - comento.
- Primeiro, desculpe por te incomodar a essa hora. Em segundo lugar, prazer, me chamo Klaus - responde ele.
- Prazer - após eu dizer isso, meu celular vibra.
Afasto o celular e vejo que era um post no Instagram. Abro e encontro minha mãe sentada em cima do Tom, dançando enquanto diz "Das besitzt mich" (Isso me possua). Apenas respiro fundo.
- Oi? Você ainda está aí, Taylor? - pergunta Klaus.
Aproximo o celular e respiro fundo para não chorar.
- Sim, estou - respondo - Sabe, Klaus, queria relembrar daquela noite, e olha que engraçado, vou voltar para a sua cidade - digo sorrindo.
- Então estou com sorte, quando você estiver aqui na cidade, me avise - ele diz.
Depois de conversar mais um pouco com Klaus, desligamos a chamada. Vejo que já são 9 da manhã, então tomo meu banho e me arrumo para ir embora. Enquanto organizo minhas malas, a porta bate.
- Já vou - grito.
Deixo minha blusa que estava dobrando na cama e vou até a porta. Quando abro, vejo Tom Kaulitz encostado na parede me esperando. Assim que ele me vê, sorri, e eu tento fechar a porta na cara dele, mas ele foi mais rápido e forte, abrindo a porta e me olhando.
- Não era para você estar aqui - digo enquanto caminho em direção ao quarto.
Ele fecha a porta atrás de si e se aproxima de mim. Quando vê a mala na cama com as roupas, me observa.
- Você vai embora e não ia me contar? - ele diz, vindo em minha direção.
Continuo dobrando as roupas e colocando na mala.
- Taylor, estou falando com você - ele insiste, mas não respondo. Ele pega meu braço - Estou falando com você, caramba! - ele grita.
- Vou embora, vou embora! - grito - Eu vou porque não consigo ficar aqui, olhando para você e fingindo que nada aconteceu, você me entende!? - abaixo a voz e a vontade de chorar retorna.
Tom apenas se calou e me deixou falar.
- Sabe a raiva que eu sinto? Nós nos beijamos, nos tocamos - abaixo a cabeça - algo que uma enteada e um padrasto não deveriam fazer - levanto o olhar e vejo lágrimas escorrendo pelo meu rosto - eu e você tivemos relações, eu conheço cada detalhe do seu corpo, assim como você conhece o meu - suspiro.
- Mas Taylor, é só... só esquecer isso - ele diz, se aproximando.
Olho para ele, incrédula, e limpo as minhas lágrimas.
- Afaste-se - digo, recuando - nunca mais, entenda, nunca mais você vai me ver - afirmo enquanto me dirijo à porta de saída, abrindo-a para que ele possa sair.
Tom passa a mão pelo rosto, observa o lugar e caminha até a porta, parando ao meu lado.
- Eu te amo, Taylor - ele diz e sai pela porta.
Fecho a porta atrás de mim, sento no chão com as costas apoiadas na porta e começo a chorar, parecia que tudo em mim havia morrido.
Tom on:
Saio da casa da Taylor segurando o choro e vejo a Heidi sentada no capô do carro, usando óculos escuros e sorrindo para mim. Aproximo-me dela, e Heidi coloca uma das mãos na minha nuca, fazendo movimentos de cima para baixo. Eu viro o rosto e a única coisa que consigo expressar é uma lágrima escorrendo pelo meu rosto.
- Não fique assim, meu amor - ela continua - você fez o que era certo, a única que te merece sou eu - diz, esboçando um sorriso.
Viro meu rosto para olhar seu rosto e vejo que ela está sorrindo.
- Você está me destruindo aos poucos - digo, com angústia na voz.
- Era melhor você ter feito isso do que eu sumir com ela e seu lindo irmão - ela fala em tom de ameaça.
- Eu já fiz o que você pediu, agora pare com suas inúmeras ameaças - digo - acabou, Heidi, você já me tem - falo com lágrimas escorrendo pelo rosto.
Heidi klum:
Eu sei que tudo o que ele diz, "você já me tem", é uma mentira. Eu quero o seu sentimento, sua paixão. De que adianta ter seu corpo se não tenho seu coração? E eu não aceito que minha filha, Taylor, tenha isso!
Eu e Tom fomos para casa, ele decidiu ir dormir e eu apenas deixei. Havia algo importante que eu precisava resolver. Fui até o escritório, fechei as persianas e tranquei a porta. Depois, fui até minha mesa e peguei meu celular.
Chamando...
- Alô? - digo após o celular não ser atendido.
- Alô, Heidi, quanto tempo! - diz o homem do outro lado da linha.
- Não finja ser simpático comigo - respondo rindo.
- Então, você precisa dos meus serviços? - pergunta ele.
- Sim, mas prefiro conversar pessoalmente - digo, olhando para a porta.
- Certo, quando? - pergunta ele novamente.
- Amanhã às 10 horas - respondo e desligo a chamada.
Fim da conversa.
Caminho até a janela, abro as persianas e fico observando o jardim com o celular desligado nas mãos.
- Você vai sair do meu caminho, Taylor - digo com raiva.
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† continua ...
Que isso, postei depois de um grande tempo kkk
Heidi tá passando dos limites.
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Leem as outras fanfics 🤍
Bjs da Autora ...
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My obsession
FanfictionDeixando a vida de princesa, para viver na música. Oi prazer me chamo Taylor tenho 24 anos, sou a filha do mais nova da Heidi, minha mãe nunca gostou de mim, eu fui a filha do casamento que não deu certo, eu acho que por isso não sou amada por ela...
