três meses depois...
se tem uma coisa que aprendi nesses últimos três meses, é que namorar Henrique Lemos é uma experiência cheia de altos e baixos. No geral, eram mais altos do que baixos, mas, às vezes, ele conseguia me tirar do sério como ninguém
ele sabia exatamente como fazer com que eu me sentisse especial, mas também sabia como me fazer perder a paciência com suas brincadeiras de mau gosto. E não era só isso, ele tinha esse dom de me provocar até eu ficar sem saber se ria ou o empurrava. Mas, no fim das contas, era isso que fazia a gente ser a gente
a parte boa? Ele era carinhoso, engraçado e conseguia fazer qualquer momento parecer incrível, fosse no sofá assistindo a filmes ou em uma viagem com o time. Ele tinha essa coisa de fazer até o mais simples dos momentos parecer extraordinário
a parte ruim? Ele era completamente insuportável quando queria, o que, infelizmente, acontecia mais vezes do que eu gostaria. Mas, acreditem, no fundo, isso também fazia com que a gente se aproximasse mais, de um jeito um pouco torto, mas funcionava
as vezes, eu me pego pensando se um relacionamento pode ser tão simples quanto parece. Ou se, talvez, a complicação é que seja a verdadeira essência de estar com alguém. Porque, honestamente, com o Henrique, os dias eram imprevisíveis, e o amor, quando aparecia, vinha com uma carga de risos, brigas e abraços. E talvez fosse isso que me encantava tanto
no começo do nosso relacionamento, havia aquele calor da novidade, da paixão adolescente, mas à medida que o tempo foi passando, fui percebendo que tínhamos que aprender a lidar com os altos e baixos de estar juntos. Era como uma balança que oscilava entre esses dois extremos, mas, ao mesmo tempo, era o que fazia tudo parecer real. Nada perfeito, mas tão verdadeiro
nós nos conhecíamos, mas os dias juntos nunca eram iguais, e eu não sabia ao certo se isso era bom ou ruim. Às vezes eu queria que fosse tudo mais simples, sem tantas provocações, mas ele não parecia saber ser de outra forma
eu e Henrique éramos inseparáveis, mas isso começou a gerar algumas piadas do pessoal. Lucas e Duda adoravam nos zoar, dizendo que agora éramos "casados" e só queríamos ficar grudados um no outro. Isso me fazia rir, claro, mas, ao mesmo tempo, um pouco de raiva surgia
era uma forma deles brincarem com a nossa relação, como se a gente fosse incapaz de viver uma vida social sem um ao outro. Mas isso era uma grande mentira. O que acontecia era que, de vez em quando, a gente preferia ficar em casa assistindo filme e rindo das nossas próprias piadas, mas isso não significava que o mundo lá fora não fosse divertido
naquele dia, o pessoal havia feito o maior escândalo para que fôssemos a um rolê. Eu estava cansada de ouvir o lucas e a duda, que já estavam quase me convencendo a sair.
henrique estava um pouco mais ansioso do que o normal, o que me fez rir, porque eu sabia o que isso significava: ele ia fazer o impossível para me deixar deslumbrada, o que, admito, não era uma tarefa difícil
— alice, anda logo! — henrique bateu na porta do banheiro pela terceira vez, sua voz brincalhona atravessando a madeira
— eu já estou saindo, nossa senhora! — revirei os olhos
henrique, que estava lá fora, começou a dar risadinhas baixas.
— só mais um minuto, vai! — pedi, tentando não demonstrar que estava um pouco atrasada para o horário.
quando finalmente saí do banheiro, Henrique me olhou de cima a baixo, como sempre fazia. Ele soltou um assovio de aprovação e, por um momento, eu não soube se ficava vermelha ou dava uma risada nervosa
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a droga do amor
Fanfiction𝗢𝗻𝗱𝗲 uma garota quieta e extremamente tímida tem que fingir que namora o cara mais sociável da escola por culpa de suas mães que querem que ela se enturme na escola nova
