Destinos Entrelaçados

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Pov Bloom

Quatro Meses Depois

O apartamento em Magix estava mais cheio do que o normal. Era para ser uma visita tranquila de Vanessa e Maike, Marion e Oritel, mas, como sempre, o assunto do casamento veio à tona, e agora a sala estava tomada por tensão.

— Bloom, você precisa decidir logo! — Oritel exclamou, a paciência claramente esgotando. Ele se levantou do sofá, os braços cruzados em uma postura firme. — Já adiamos essa conversa por tempo demais.

— Concordo — Maike rebateu, sentado do outro lado da sala, ao lado de Vanessa. Ele parecia mais calmo, mas sua voz carregava um tom de firmeza. — Mas a decisão não deveria ser feita com pressão. Ela precisa pensar no que realmente quer.

— O que ela quer é claro! — Oritel retrucou. — Eu sou o pai dela! É meu dever levá-la ao altar!

Maike soltou uma risada baixa, sem humor.

— Seu dever? Você quer mesmo falar sobre dever, Oritel? Porque se for assim, vamos lembrar quem esteve ao lado dela nos momentos mais difíceis. Quem a criou, quem ensinou a Bloom o que era certo e errado, quem cuidou dela quando ela nem sabia quem você era.

A tensão na sala aumentou imediatamente. Sky, ao meu lado, apertou minha mão discretamente, um gesto silencioso de apoio.

— Não tire meu papel da vida da minha filha, Maike! — Oritel retrucou, sua voz carregada de frustração. — Eu não estive presente porque não pude, não porque escolhi ficar longe! Você acha que foi fácil para mim descobrir que minha filha cresceu sem mim?

— E você acha que foi fácil para mim criá-la sem sequer imaginar que um dia você apareceria para reivindicar seu lugar? — Maike rebateu, a paciência se esgotando. Ele se levantou, agora cara a cara com Oritel. — Eu não estou dizendo que você não tem direito, mas você não pode simplesmente apagar tudo o que veio antes!

— Eu não estou apagando nada! Mas ela é de Domino, ela é minha filha!

— Ela também é minha filha! — Maike retrucou, sua voz mais alta do que nunca.

Vanessa e Marion trocaram olhares tensos, e Sky parecia cada vez mais desconfortável.

Eu, por outro lado, já estava no meu limite.

Me levantei de uma vez, a frustração tomando conta.

— Já chega!

Minha voz ecoou pela sala, e, imediatamente, todos pararam e me olharam. Eu respirei fundo, tentando recuperar o controle das minhas emoções.

— Vocês dois estão discutindo como se isso fosse uma competição, como se meu casamento fosse um prêmio a ser disputado! — Minhas mãos tremiam de raiva. — Mas a verdade é que eu nunca vou escolher entre vocês dois, porque eu amo vocês igualmente.

Oritel abriu a boca para falar algo, mas eu o cortei antes.

— Eu já tomei minha decisão. E minha decisão é que eu vou entrar com os dois no casamento.

O silêncio tomou conta da sala.

— Como assim? — Oritel perguntou, a expressão confusa.

— Exatamente isso — olhei diretamente para ele e para Maike. — Vocês dois vão me levar até o altar. Porque vocês dois são meus pais, e eu não posso escolher entre vocês.

Maike piscou algumas vezes, parecendo surpreso, mas então um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.

— Isso… pode funcionar.

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