tentativas

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Tentativas

Nossa vida é feita de tentativas, com erros e acertos. Sem tentar, nunca conseguiremos o que queremos, certo? Pelo menos era assim que Harry pensava. Sabia que não era um santo. Nem ao menos se parecia com o garoto do quadro de anos atrás; agora era um homem adulto e deveria ter responsabilidades e maturidade como tal. Não podia simplesmente dizer que um quadro entrou no íntimo de sua mente; ninguém aceitaria ouvir essa história.

A vida o fez enxergar sua verdadeira face e, com isso, viu o quanto estava perdendo do mundo. Poderia ter construído um reino e nem ao menos fez uma parede. Queria recomeçar, voltando a Londres, tomando as rédeas de sua herança e tentando ao máximo reconquistar Draco. Tinha certeza de que o homem não havia lido suas correspondências. Ora, estava casado e feliz; por que iria ler as cartas de um canalha? No começo, não se importava com isso, mas agora seu coração doía ao pensar que o homem ainda o via como um crápula, uma escória, um embuste, etc. Não julgava o homem; fez por merecer tais palavras.

Sua volta a Londres não estava sendo muito orgulhosa. Todos sussurravam sobre ele; os amigos de Draco nem olhavam em sua direção. Nem ao menos podia conversar com as senhoritas Granger-Parkinson; ambas haviam morrido há duas semanas em um acidente de carro. Os filhos do casal estavam inconsoláveis; já eram adultos, porém nunca deixaram de amar as mães que os criaram com tanto zelo. Então, sim, Harry estava sozinho; tinha beleza e talentos, porém também tinha a solidão. Não teria a companhia fria e gélida da solidão se tivesse feito tudo diferente, mas nunca é tarde para mudar de verdade e recomeçar.

Então, resolveu levantar daquela velha cadeira na varanda e ir atrás de quem amava. Podia perder de novo e, dessa vez, para sempre. Tomou um banho e, calmo, vestindo sua melhor roupa, saiu de casa calmo para ter tempo suficiente de caminhar e pensar no que diria ao homem. Fazia meses que estava de volta a Londres e sempre que tentava era escorraçado de perto de Malfoy; até mesmo quando ia ao ateliê, nem era atendido por Draco e nem por um dos filhos do homem.

Sacudiu a cabeça morena para espantar os pensamentos e logo estava batendo na porta do loiro. O mordomo dos Malfoy abriu a porta e disse que o chefe da família estava na biblioteca e pedia silêncio. Harry se sentou no sofá, fingindo que permaneceria ali. Assim que o mordomo se afastou, Harry subiu as escadas em direção ao grande salão que se tornou a biblioteca de Draco; eram tantos livros que não caberiam no pequeno quarto que foi inicialmente destinado a eles.

Abriu as portas devagar e viu as várias estantes repletas de livros e poltronas próximas às janelas do local. Era extremamente aconchegante e com um ar de conforto absurdo. Entrou sorrateiramente e, de longe, viu os cabelos loiros jogados nas costas da poltrona; seu coração pulsa e seus passos vão vacilantes.

— Draco? — sua voz saiu fraca. O homem levantou a cabeça da poltrona e o olhou com suas íris tempestuosas.

Draco olhou para Harry com uma expressão neutra, sem revelar seus pensamentos. Harry sentiu um arrepio na espinha ao ver aqueles olhos tempestuosos, mas não desviou o olhar. Ele havia ensaiado essa conversa por dias, mas agora que estava ali, não sabia por onde começar.

— Draco — repetiu Harry, tentando quebrar o silêncio.

Draco não respondeu, apenas continuou a olhar para ele. Harry sentiu um desconforto crescente, mas não se deixou intimidar. Ele sabia que tinha que ser honesto e abrir seu coração, ou nunca teria uma chance de reconquistar o homem que amava.

— Eu sei que não mereço seu perdão  — começou Harry, tentando encontrar as palavras certas. — Sei que te machuquei e que você tem todo o direito de me odiar. Mas eu quero que saiba que eu mudei. Eu percebi as tolices que fiz, fui um moleque idiota.

Draco levantou uma sobrancelha, mas ainda não disse nada. Harry continuou, tentando se explicar.

— Sei que não posso voltar no tempo e mudar o que aconteceu, mas eu quero que saiba que eu estou disposto a fazer o que for necessário para reconquistar sua confiança e seu amor.

Draco finalmente falou, sua voz baixa e rouca.

— Você acha que pode simplesmente aparecer aqui e esperar que eu o perdoe? — perguntou ele, sua expressão ainda neutra.-você me enganou e tirou minha virgindade

Harry sentiu um nó na garganta

— me desculpa, Draco  — disse ele, tentando ser honesto. — Eu quero pedir uma chance de provar que eu mudei e que me arrependo de verdade

Draco olhou para ele por um longo momento, e Harry pôde ver a dúvida em seus olhos. Ele sabia que tinha que ser paciente e dar tempo a Draco para processar suas emoções.

— Eu preciso de tempo para pensar — disse Draco finalmente, sua voz ainda baixa.

     Harry sentiu um alívio, mas também uma sensação de incerteza. Ele sabia que ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas estava disposto a fazer o que fosse necessário para reconquistar o homem que amava.

— Eu entendo — disse ele, tentando ser compreensivo. — Eu vou esperar o tempo que for necessário, espero toda a eternidade

Draco olhou por mais um momento, e então se levantou da poltrona.

— Eu preciso de tempo para pensar — repetiu ele

Draco se afastou de Harry e o olhou com uma expressão séria.

— você deve saber que eu não vou perdoá-lo facilmente — disse Draco, sua voz firme. — você era um idiota.

Harry assentiu, sabendo que tinha que ganhar a confiança de Draco novamente.

— Eu entendo — disse Harry, tentando ser compreensivo. — Eu estou disposto a fazer o que for necessário para provar que eu mudei.

Draco olhou para ele por um longo momento, talvez horas ,minutos , segundos.... Nunca iria saber

— Eu acho que vou dar uma chance para você — disse Draco, sua voz suave. — Mas uma única chance, última. E será do meu jeito,

Harry sentiu um arrepio na espinha ao ouvir as palavras de Draco. sabia que tinha que ser cuidadoso e fazer ser diferente

— Eu entendo — disse Harry, sendo grato. — Não irei decepcioná-lo novamente.

Draco sorriu novamente e se aproximou de Harry ,o beijou suavemente nos lábios  fazendo Potter se arrepiar.

— Eu espero que não — disse Draco, sua voz firme, - eu só lê dou essa chance por causa das cartas ,mas se precisar irei te esquecer novamente

Harry sorriu pertinho de Draco. sabia que tinha dado um passo importante em direção a reconquistar o homem que amava. E faria de tudo para tê-lo para sempre

Draco se virou para sair da biblioteca. Harry o seguiu, sabendo que tinha que começar a trabalhar para reconquistar a confiança de Draco.

Eles caminharam em silêncio até o jardim, onde Draco se sentou em um banco. Harry se sentou ao lado dele e o olhou com uma expressão séria.

Draco olhou para ele por um longo momento, e então sorriu..

Eles se sentaram em silêncio por um longo momento, olhando para o jardim. Então, Draco se levantou e estendeu a mão para Harry.

— Vamos — disse Draco, sua voz suave. — Vamos para o quarto, quero te mostrar o que aprendi nesses anos de casado.

Harry sorriu e se levantou, pegou a mão de Draco e eles caminharam juntos.

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