Regina não suporta a namorada do ex-marido, mas é obrigada a conviver com ela pelas constantes visitas dos filhos ao pai. Emma não tem o menor jeito com crianças, mas faz de tudo para agradar aos filhos do namorado sem sucesso algum. E Anna e Ben fa...
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(Heaven - Brayan Adams ♪)
O grande salão da Fundação "Once Upon a Time" estava repleto de pessoas, todas ali para celebrar não apenas a Feira de Livros, mas também para ouvir uma história que havia tocado corações. Ben Mills-Swan adentrou o espaço, e seu coração acelerou ao olhar ao redor. A decoração era simples, mas cada detalhe - os livros dispostos em estantes rústicas, as fotografias em preto e branco das famílias ajudadas pela fundação, as flores delicadas enfeitando as mesas - estava organizado com um cuidado que só Olivia Ryan poderia ter tido.
Mas não era apenas a beleza do local que o emocionava. Era o peso daquele lugar.
Doze anos atrás, aquele mesmo salão havia sido um refúgio para sua família em meio ao caos. Lá, sua mãe, Regina, havia encontrado forças para lutar contra o câncer. Lá, Emma Swan havia estendido a mão para eles quando o mundo parecia desabar. E ali, ele e sua irmã Ana haviam aprendido que o amor - mesmo quando frágil - era a única coisa que poderia reconstruir uma vida despedaçada.
Ben fechou os olhos por um instante, deixando as memórias invadirem seu peito como ondas suaves. Lembrou-se do primeiro dia em que Emma o carregava nos ombros, rindo enquanto ele gritava: "Mais rápido!" Lembrou-se das noites em que Regina, enfraquecida pela quimioterapia, ainda insistia em ler histórias para ele e Ana, sua voz trêmula, mas cheia de determinação. E, acima de tudo, lembrava-se do dia em que Emma e Regina se olharam e, sem palavras, decidiram que seriam uma família - não por obrigação, mas por escolha. Se lembrou do dia que suas mães disseram sim pela segunda vez.
Mesmo depois de terem assinado os papéis do casamento da sala de casa, Mary Margaret e Cora praticamente obrigaram Regina e Emma a fazerem uma pequena cerimônia. Nada muito grande, apenas amigos e familiares no jardim da casa delas..
- Mãe, se acalme. A Ma está te esperando lá e não vai desistir. - Ben, ainda um garotinho na época, segurou a mão trêmula de Regina, sentindo o frio dos nervos dela contra sua pele.
- Eu sei, filho... mas e se eu tropeçar? E se eu esquecer o que tenho que dizer? - Regina olhou para ele, os olhos brilhando com lágrimas contidas.