A Tribrida Original

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Flashback on

Autora p.o.v

A luz da manhã entre as copas das árvores, o lugar estava silencioso

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A luz da manhã entre as copas das árvores, o lugar estava silencioso. E no meio daquela quietude, Mary estava ali: uma mulher de vestido cor creme repleto de joias, os pés descalços sobre o mato observando. Sua filha Inara, Que corria com os braços abertos atrás das borboletas que voavam ao seu redor de cor verde e azuis-celestes. Mary sorriu com os olhos cheios de amor. A filha, era um reflexo de inocência, onde o perigo era apenas uma palavra sem significado e a floresta, um reino de maravilhas. Sem essa história de bruxas.

Inara : Mãe, olha! Elas gostam de mim-

Era verdade. As borboletas pareciam conhecê-la, Mary sentiu um aperto no peito, uma mistura de amor e um medo antigo.

Quantas vezes, o mundo vai tentar tirar essa luz dela?

Pensou. Mas ali, naquele instante, não havia futuro nem passado. Só a floresta, e a filha que dançava entre borboletas, tão livre quanto elas. Mary fechou os olhos por um segundo, deixando o ar fresco preencher seus pulmões. Quando os abriu novamente, Inara estava deitada na grama, rindo enquanto os insetos coloridos pousavam em seu vestido e seus cabelos loiros, seu nariz arrebitado. 
Ela se aproximou, silenciosa, e sentou-se ao lado da loirinha. Sem palavras, estendeu a mão e as pétalas das flores ao redor voaram, colorindo o ar em diversas cores. Deixando Inara encantada. 

Inara: Que lindo mamãe - deu uma risadinha animada.

Sua filha se deitou com o rosto sobre sua barriga e o cansaço tomou conta da pequena garotinha, onde ela dormiu instantaneamente. Aconchegando-se nos braços de sua mãe, que acarriciava seus cabelos loiros. Mary era uma boa mãe, cuidava muito bem de sua filha, educava e dava amor e carinho mesmo com as dificuldades e as mentiras que cercavam a jovem princesa.

Mary era filha de uma mulher muito bem sucedida de um vilarejo distante. No qual se apaixonou por um dos chefe de uma das maiores tribos nativa americana. Em uma das suas viagens. Dewina morreu durante o parto de Mary. Houve grandes complicações levando ao seu falecimento. Após isso Mary foi criada na tribo com seu pai. Seu povo nunca a aceitou por ela ser uma garota de fora. Tinham grande preconceito e inveja da garota. Que roubou olhares desde cedo por sua beleza, inteligência e grande poder. Uma bruxa poderosa. E se vestia como sua mãe. Sempre repleta de belos vestidos e jóias que herdou. Ela sempre foi uma garota esperta, e extrovertida. Desejada por todos os garotos de sua tribo, mas destinada a um casamento arranjado desde que nasceu ao filho do chefe da segunda tribo. Se casariam quando ela tivesse seus 17 anos.

Foi quando tudo mudou.

Mary estava tomando banho na cachoeira. Ela ria sozinha, girando na água, sentindo a correnteza brincar com seu vestido agora encharcado e transparente. Era um momento só seu até que, de repente, ela sentiu que alguém a observava. Quando abriu os olhos, ele estava lá. 

Na margem, entre o mato, um homem parado, seus olhos eram azuis. Com algumas cicatrizes pelo braço. Ele não sorria, mas também não parecia surpreso com ela ali. Seus cabelos loiros apenas balançavam com o vento. Ela não se cobriu. Não gritou. Algo na quietude dele, deixou sem sentir medo. Seu coração batia forte.

Mary: Você vai ficar aí me olhando?- Questionou com o queixo erguido com aquela postura de princesa.

Ele hesitou. Depois, num movimento lento, como quem se aproxima de um animal selvagem, ajoelhou-se na beira do poço e mergulhou a mão na correnteza.

Mikael: Não sabia que esta cachoeira tinha sereia. - respondeu, sua voz era áspera, um tom que ela não conseguiu decifrar. Mas Sorriu, sentindo seu coração ficar quente.

Mary: E se eu for? Você vai me pescar?

Desta vez, ele quase riu. Um som rouco, surpreso, como se não lembrasse mais como fazia aquilo.

Mikael: Me chamo Mikael Mikaelson - Se apresentou.

Mary: Mary Labonair, muito prazer- Sorriu.

Ele por vez pulou na água e nadou na direção dela. foi naquele instante que sua vida mudou para sempre.

Após esse dia na cachoeira, Mikael e Mary não deixaram de se ver. Eles se encontravam com mais frequência do que poderiam contar. Mary se apaixonou pelo Mikaelson, assim como ele nutriu amor por ela. A garota fugia para passar noites e noites com seu amado. Achando que estava vivendo seu próprio conto de fadas. Eles se divertiam, faziam juras de amor, diziam que iam se casar. Que ela fugiria da sua tribo para casar com ele.

Mas tudo isso não passava de uma grande farsa. Que Mary descobriu da pior forma possível

As semanas foram passando e Mary ficou grávida de Mikael. Por iniciativa dela, A garota foi no vilarejo dele para contar a notícia com o coração cheio de alegria. Foi quando descobriu que ele tinha esposa. Seu coração foi quebrado em milhões de pedaços. A dor assumiu o lugar onde só era pra aver amor e ternura. A mentira e a traição destruíram tudo de bom e belo.

Ela retornou para sua tribo com o coração cheio de mágoa. Chorou o caminho inteiro, e quando chegou em sua casa. Falou com seu pai  aceitando se casar com Nuallan, o príncipe da outra tribo. Era o melhor. Pois se sua barriga crescesse e todos vessem, ela seria morta. Seu casamento aconteceu no dia seguinte. E ela mentiu pro seu povo dizendo que Inara era filha de Nuallan sendo que na verdade era de Mikael.

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Mary👆

A MIKAELSON  (NÃO REVISADO) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora