Rosé on
Já passava da meia-noite e Seul parecia mais silenciosa do que nunca. Mas a gente sabia... o silêncio sempre vem antes do tiro.
Lisa dirigia com uma mão no volante e outra no coldre. Nenhuma de nós falava. Nem precisava. O que precisava ser dito já tava cravado entre os dentes: a gente ia correr até sangrar, mas não ia morrer de joelhos.
—Tem certeza que é por aqui? —ela perguntou, virando numa rua escura.
—Jeon falou que o galpão ficava perto do porto antigo. Disfarçado de oficina.
Ela assentiu. Lisa sempre confiava no Jeon. Talvez por ser o irmão mais velho. Talvez por ele ter sido o único que ficou quando tudo desabou...apesar que foi ele que me entregou...na real ameaçaram ele então eu não guardo rancor
—Cuidado, tem carro atrás da gente.
Eu vi também. Faróis baixos. Passos calculados.
Lisa acelerou.
—
Narrador on
Elas não estavam sendo apenas seguidas — estavam sendo caçadas. E do outro lado da cidade, Jennie recebia uma ligação.
Jennie on
—Alô?
—Sabe o que acontece com quem trai a polícia , Jennie? —a voz era grossa, cheia de veneno.
—Quem tá falando?
—Seu nome tá na lista. O mesmo que o da Lisa. O mesmo que o da Rosé. E o da Jisoo... já tá riscado.
O telefone desligou. Eu tremi. Irene, que ouvia tudo de longe, já estava com a arma em mãos.
—Vamos pra base. Agora.
—
Galpão – Porto Antigo
Rosé on
O portão velho chiou ao abrir. Entramos com o carro, fechando rápido atrás. Jeon apareceu na sombra, armando a espingarda.
—Vocês demoraram.
—Tão atrás de nós —Lisa falou, saindo do carro.
—Eu sei. E tem coisa pior —ele jogou uma pasta em cima da mesa de metal. Um dossiê, com documentos, fotos, relatórios da máfia central... e uma ficha da Jennie.
—O que é isso? —perguntei, engolindo seco.
—Prova de que o chefe tá usando o relacionamento da Lisa com a Jennie como chantagem. Ele nunca quis contar pro pai de vocês. Ele quer matar o delegado.
Lisa arregalou os olhos.
—Meu pai?!
—E colocar a culpa em você. Te queimar por dentro e por fora.
—
Lisa on
—Ele quer me transformar em traidora. Uma filha assassina.
Jeon assentiu.
—E você vai ter que agir antes dele. Ou tudo acaba.
Eu não respondi. Só saquei a arma, tirei a trava e olhei pra Rosé.
—Ou a gente morre tentando, ou a gente queima o sistema por dentro.
Rosé sorriu, triste.
—Você sempre foi a líder, mana. Só que agora... a gente não tá mais lutando só por nós.
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Minha polícial
Ficção AdolescenteLisa uma policial de grande porte com 22 anos se apaixonou por uma mafiosa Jennie tem 24 anos è mafiosa não só da Coreia mais também do país da Lisa a Tailândia e foi lá onde começou
