A noite em Seul parecia nunca acabar. O som distante da cidade se misturava ao silêncio pesado do apartamento de Yoongi. Ele havia convidado Taehyung e Hoseok para uma noite tranquila, sem compromissos, apenas para beber um pouco de vinho, tomar uns sojus e conversar. Mas desde o início, algo escapava da naturalidade.
O sofá estava tomado por travesseiros e taças meio vazias. Hoseok, sempre expansivo, ria de algo bobo, mas seus olhos denunciavam o quanto observava Yoongi quando ele não percebia. Já Taehyung, encostado contra a poltrona, tinha aquele jeito felino: relaxado por fora, mas atento a cada detalhe, como se estivesse esperando que algo acontecesse.
Yoongi, por sua vez, tentava manter a calma habitual. Seus dedos tamborilavam no copo de vidro, e de vez em quando seus olhos se demoravam mais do que deveriam sobre os lábios de Hoseok... ou sobre a clavícula exposta de Taehyung, iluminada pela luz quente do abajur.
A conversa, que no começo girava em torno de música e ensaios, foi perdendo o ritmo. As pausas se tornaram longas, os silêncios mais carregados. Hoseok se inclinou para frente, rindo de novo, e a mão dele tocou por um instante o joelho de Taehyung. O contato foi rápido, mas suficiente para fazer Taehyung erguer os olhos, profundos e escuros, fixando-se nele de um jeito quase perigoso.
Yoongi viu. Sentiu o ar pesar.
Ele pigarreou, tentando quebrar a tensão.
— Acho que esse vinho subiu rápido demais pra vocês dois...
Taehyung sorriu de canto, lento, e virou a taça entre os dedos.
— Ou talvez você só esteja fingindo que não percebe o clima, hyung.
As palavras pairaram no ar. Hoseok riu nervoso, mas não desmentiu. Pelo contrário, o olhar dele foi buscar o de Yoongi, que desviou por um segundo... e voltou, firme, sem negar.
O silêncio que se seguiu não era desconfortável, era denso, quente, quase palpável. As respirações estavam um pouco mais rápidas, os olhares demorados demais. Taehyung se ajeitou, inclinando-se levemente para frente, e Yoongi teve a sensação de que o mundo inteiro havia diminuído até caber naquela sala.
Nada ainda havia acontecido, mas tudo já estava prestes a explodir.
Yoongi se recostou no sofá, tentando disfarçar o arrepio que correu por sua pele depois da provocação de Taehyung. O silêncio ainda imperava, mas já não era casual, parecia uma armadilha tecida a três.
Hoseok mordia o lábio inferior, distraído, e os olhos dele vagavam entre os dois, como se estivesse testando até onde poderia ir. O sorriso que se abriu em seu rosto era suave, mas carregava intenções ocultas. Ele se inclinou para trás e esticou os braços, deixando o corpo se espalhar pelo sofá. O movimento deixou parte da pele à mostra sob a camiseta larga, revelando a curva definida do ombro e um pedaço do peitoral.
Taehyung, com a calma felina de sempre, ergueu a taça e levou aos lábios. O gole foi lento, quase sensual. Quando pousou o copo de volta sobre a mesa de centro, seus olhos estavam fixos em Yoongi, que sentiu um calor inesperado subir pelo estômago.
— Você está muito quieto, hyung. - Murmurou Taehyung, a voz grave preenchendo cada canto da sala. — Está pensando no quê?
Yoongi hesitou. Poderia inventar qualquer desculpa, mas a intensidade do olhar de Taehyung o prendeu. E Hoseok, percebendo o jogo, se aproximou mais, como se quisesse empurrá-lo ao limite.
— Talvez ele esteja pensando... em nós. — Arriscou Hoseok, quase sussurrando, o rosto perto demais do de Yoongi.
A respiração de todos pareceu prender-se por um instante.
Yoongi encarou Hoseok de perto, depois desviou para Taehyung, que apenas sorria, como se já soubesse o que viria a seguir. O ar cheirava a vinho, a calor humano, a algo que estava prestes a ser quebrado: a barreira entre a amizade e o desejo.
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HOT'S BTS - Livro 1
Fan-FictionSerá publicado regularmente uma oneshot contando uma estória de qualquer shipp BTS, seja romance, comédia, drama, fantasia, abo, não importa o tema, os shipps serão sempre diversificados, sendo assim teremos desde os shipps convencionais até os que...
