Na luz do Luar

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– Senti saudades .. - Digo deitada em seu peito, o sentindo subir e descer. Matamos a saudade do melhor jeito que tivemos

Você não faz ideia, do quanto .. Naquela noite tive medo de te perder - ele passa a acariciar meus cabelos

– Eu também tive. Mas, você sabe ..  vaso ruim não quebra - rimos

Todas as noites eu ia te visitar .. Quando eu te levei no hospital, eu estava muito possesso .. Com raiva, medo e eu não podia ficar lá .. Por conta do sol

– Verdade, como você ... Aquele dia

– Irei lhe explicar hoje .. Agora descansa - beija meu cabelo

– Vou cobrar ..  - digo bossejando e fechando meus olhos

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Acordo horas mais tarde com Alexander trazendo um café maravilhoso, na mesa de maio, com direito a frutas, pão e um suco de laranja maravilhoso.

Estou sentada em sua frente, com ele passando uma bucha em meus seios e tórax

– Aonde vamos hoje? - meus olhos estão fechados

– Surpresa, já disse

– tão chato ..

Ouço sua risada

– Um pouco, mas espero que goste

– Ale .. Quero saber como anda no sol - viro meu rosto para olha-lo

– Vamos lá - disse um pouco relutante

Saimos do banho, eu coloquei uma blusa dele, e ele estava apenas usando calça, deixando suas tatuagens e abdômen bem definidos a mostra.

Perto de sua sala, havia uma porta secreta que não dava quase para enxergar, de tão camuflada.
Alexander abriu a porta com seu código e ela se abriu ..
Ele entrou em minha frente, acendeu as luzes e pude ver uma maçã no centro, uma janela enorme do lado direito, uma máquina grande com uma maca, com fitas para fazer a imobilização.

– Essa máquina contém um antídoto, que a anos estudo com Henry e Paulo para eu poder andar no sol .. - ele falava comigo, mas não tirava os olhos de sua máquina - Aqui possui agulhas, que entram direto em meu peito para ser injetado .. Antes só o duravam uma hora .. Agora posso aguentar por oito, estamos tentando coloca-lo em um anel para que eu possa andar com segurança .. Sem que eu precise sempre injetar

– Ale .. Eu .. Por isso aquele dia você saiu correndo praticamente de minha casa

Ele não dizia nada, apenas olhava para meus olhos

– Sim, e esse é um dos motivos que eu não aparecia pela manhã, e sai de sua casa apressado, o sol já começava a me machucar, e não é nada agradável - ele da um sorriso de canto de boca

– Eu imagino .. Mas quem injeta em você? Henry?

– Sim, hoje já tomei enquanto dormia, para não lhe encomodar

– Entendo .. Como eu queria que não sentisse isso - coloco minhas mãos em seu rosto

– Eu também, Livi .. Agora chega, vamos sair. Quero que fique comigo essa tarde, a noite te levo para casa, para que você se troque

– Não vai me contar nada, não é mesmo?

Ele apenas sorri .. Saímos de seu " Laboratório "

Passamos a tarde toda em sua casa, conversando, contando um pouco de nossas vidas .. Ele me contou cada coisa que viu mudar e permanecer nesse mundo. Dos lugares que ele frequentou quando voltou .. Haviam muitas coisas engraçadas e até mesmos tristes. As histórias que ele contava sobre sua mãe, pude notar sempre um olhar de saudade e de amor em seus olhos. Seu pai foi um homem rígido, e por ele ser o único filho, tudo era pesado para ele ..

Meia Noite em RomêniaOnde histórias criam vida. Descubra agora